Italiano Elia Viviani é campeão olímpico no omnium

Reino Unido não deixou o pódio: britânico Mark Cavendish levou a prata; o bronze é de Lasse Norman Hansen, da Dinamarca

Italiano Elia Viviani é campeão olímpico no omnium
Corrida de eliminação, a terceira das seis provas do Omnium. Foto: Bryn Lennon/Getty Images

Prova mais complicada do ciclismo de pista, o omnium é realizado em seis etapas, nas quais os ciclistas acumulam pontos e, ao final, quem obtiver maior pontuação, leva o ouro. 

Por ser uma competição com uma corrida diferente em cada etapa, o omnium revela quem é o ciclista completo, quem se mostra o melhor entre todos nos mais diversos desafios sobre as duas rodas. Porém, destacam-se mais aqueles que têm mais facilidade no sprint, que é o arranque na velocidade ao longo de uma corrida, e que é o que fará a diferença no finam da prova. 

A primeira das corridas é o scretch. Nele, os atletas seguem em torno da pista em uma velocidade constante e ao ser disparado um sinal, a cada volta, fazem o sprint na busca por melhor colocação. O italiano Elia Viviani terminou esta prova no sétimo lugar. Até ali, ninguém dizia que iria da pista para o pódio ao final da competição. 

Quem terminou nas melhores colcações foram o dinamarquês, campeão Olímpico em 2012, Lasse Norman Hansen, e o alemão Roger Kluge

Na etapa de perseguição individual do omnium, que acontece no mesmo formato de baterias da perseguição geral do ciclismo de pista, os três medalhistas desta edição dos Jogos ficaram alternados nas três primeiras colocações: Hansen, Cavendish e Viviani. O dinamarquês quebrou o recorde olímpico, completando a prova em 4min14s98. 

A prova mais emocionante do omniun, sem dúvidas, é a corrida de eliminação. Nesta, todos os 18 ciclistas entram na pista e fazem o sprint ao escutarem o sinal, a cada duas voltas. O último a atravessar a linha branca demarcada no chão do circuito, deixa a prova. 

O francês Thomas Boudat emocionou e surpreendeu a cada uma das voltas nesta etapa. Em todas elas, Boudat ficava em último a poucos metros da pista, fazendo com que todos pensassem que seria eliminado, mas acelerava, deixando outro para trás. Ele terminou a corrida de eliminação em segundo lugar, perdendo apenas para Viviani. 

A esta altura, é importante ressaltar que no quadro geral da prova, Gideoni Monteiro, o único brasileiro a disputar no ciclismo de pista, estava na oitava colocação. Monteiro é o primeiro representante do país na modalidade em Jogos Olímpicos desde 1992. Treina com dificuldades e quase sem apoio no Brasil. No Pan-Americano de Toronto, chegou ao pódio com o bronze no omnium. O desempenho de Gideoni na Rio 2016 é considerado um grande passo para o atleta e o ciclismo de pista no país.

A quarta prova é o contrarrelógio. Desta vez, o neozelandês Dylan Kennet teve o destaque, completando o circuito de 1km em um minuto. Viviani fez a corrida em 1min2s83. Hansen e Cavendish terminaram esta etapa na quinta e sexta colocações, respectivamente. 

Na prova de volta rápida, a penúltima, cada ciclista dá uma volta sozinho pela pista, e quem fizer isso em menor tempo, consegue a melhor colocação. Novamente se destacou o neozelandês, Kennet, que completou em 12s50, e foi seguido por Viviani (12s66) e Cavendish (12s79). 

A última prova é a corrida por pontos. Todos os ciclistas entram simultaneamente na pista, e a cada 10 voltas é disparado o sinal do arranque para os ciclistas e, ao cruzarem a linha, os quatro primeiros recebem uma pontuação: 4, 3, 2 e 1 respectivamente. 

É também, por todos estarem ao mesmo tempo no circuito, a prova mais perigosa. Tanto que na prova desta segunda-feira, o britânico Mark Cavendish, sem intenção, provocou um acidente a 160 voltas do final da corrida. Ele continuou a prova sem sequer desequilibrar, mas Elia Viviani, Glenn O'shea, da Austrália, e o Sul Coreano Park Shang-Hoon caíram. Os ciclistas continuaram na pista, porém a prova foi paralisada. Viviani, portanto, não foi prejudicado, fazendo com que ele mantivesse a liderança no omnium. Shang-Hoon, entretanto, sofreu um grave acidente e foi levado para o hospital oficial do Centro Olímpico. 

Ao final da prova, já estava desenhado o pódio com os medalhistas. O italiano venceu a prova, seguido por Lasse Norman Hansen e Thomas Boudat. Na colocação geral do omnium, porém, atrás de Viviani, com a prata, ficou Mark Cavendish, e o bronze quem levou foi o atual campeão, Hansen. 

Elia Viviani conquistou sua primeira medalha Olímpica nos Jogos do Rio. Em 2012, em Londres, alcançou somente a sexta colocação. 

A prova do omnium feminino teve início nesta segunda-feira, e terá continuidade a partir das 10h57 desta terça (16). 

Os homens disputam o Keirin em prova única também amanhã, a partir de 10h18.