Após bronze em Pequim e prata em Londres, Nino Schurter, do ciclismo, encontra ouro no Rio

Última prova de ciclismo da Rio 2016 tem pódio da Suíça, República Tcheca e Espanha

Após bronze em Pequim e prata em Londres, Nino Schurter, do ciclismo, encontra ouro no Rio
Shcurter procurou em Pequim e em Londres, mas seu ouro estava no Rio! (Foto: AFP)

No circuito projetado valorizar a topografia da cidade sede, o esporte sobre duas rodas se despediu no começo desta tarde dos Jogos Olímpicos Rio 2016. A prova começou às 12h30 no Centro de Mountain Bike em Deodoro, com 54 competidores.

Logo nas primeiras voltas, o holandês Rudi van Houts, único representante dos Países Baixos no MTB masculino,  sofreu um acidente semelhante ao que a conterrânea Annemiek van Vleuten sofreu no Ciclismo de Estrada, porém não tão grave quanto. Houts passa bem, apesar da frustração por não ter conseguido completar a prova. Esta provavelmente foi a última Olimpíada de sua carreira, após ter tido resultados distantes do esperado nas duas edições anteriores, em Pequim e Londres.

A terra estava molhada devido às chuvas desta madrugada, o que, certamente, aumentou o desafio dos ciclistas, se tornando mais um dos obstáculos, além dos já presentes na pista. Foi exatamente este fator que levou à desclassificação do austríaco Alexander Gehbauer, que caiu na penúltima volta por conta do terreno escorregadio. 

Os brasileiros Henrique Avancini e Henrique Donizeti terminaram a prova, respectivamente, em 23° e 30° lugar. 

Depois de chegar perto nas duas últimas ediçoes de Jogos Olímpicos, Nino Schurter, da Suíça, finalmente conquistou a medalha de ouro. Em Pequim, Schurter conseguiu o bronze e, de Londres, levou a prata. 

Jaroslav Kulhavý tentou repetir o feito de 2012 e alcançar o bicampeonato olímpico, porém, chegou atrás do suíço e conseguiu ficar com a prata. O bronze é do espanhol Carlos Coloma, que terminou no 6° lugar na Olimpíada de Londres.

O Centro de Mountain Bike do Parque Radical de Deodoro foi projetado pelo ex-ciclista Nick Floros. O sul-africano teve a intenção de criar um verdadeiro desafio para os seus colegas de modalidade e, além disso, aproveitar da topografia natural da cidade do Rio, utilizando das rochas. Também quis trazer para a pista elementos do estilo de vida carioca, como por exemplo os obstáculos em formato de chinelos de praia, e o apelido da escadaria íngreme: 40 graus.