Triatlo: tudo que você precisa saber para os Jogos Paralímpicos Rio 2016

Modalidade estreia em Paralimpíada no Rio de Janeiro e traz grandes competições à praia de Copacabana

Triatlo: tudo que você precisa saber para os Jogos Paralímpicos Rio 2016
Triatlo: tudo que você precisa saber para os Jogos Paraolímpicos Rio 2016

O triatlo é uma nova modalidade para constituir os Jogos Paralímpicos Rio 2016. Sendo uma das novidades, o Brasil espera manter o alto nível para almejar mais medalhas. Na prova, são 750 metros de natação, 20 km de ciclismo e 5 km de corrida, na combinação de provas, como ocorre na Olimpíada. As competições serão na praia de Copacabana, local de prova da Olimpíada do Rio de Janeiro.

As provas do triatlo na Paralimpíada estão marcadas para o fim de semana dos dias 10 e 11 de setembro. Elas sao divididas em feminino e masculino. O masculino no sábado, com largada às 10h00. Já o feminino encerra no domingo, com largada também às 10h00 no Rio.

O triatlo pode ser praticado por atletas com diferentes deficiências, como cadeirantes, pessoas com amputações ou cegos. É uma prática esportiva dinâmica, incentivadora e que traz ainda o contato com o meio ambiente. É uma das práticas que mais cresce no gosto dos paratletas.

Sete modalidades foram anunciadas em 2010 como possíveis compositoras dos Jogos Rio 2016 e o triatlo e a canoagem foram os selecionados pelo Comitê Paralímpico Internacional (CPI). O triatlo é uma modalidade com passado recente, pois teve seu primeiro campeonato mundial com paratletas em 1996, em competição feita em Cleveland, nos Estados Unidos.

As adaptações em relação à prova da Olimpíada são as seguintes: a handycle, uma bicicleta adaptada pode ser utilizadas por cadeirantes ou paraplégicos. Ela é uma bicicleta com os pedais impulsionados pelas mãos. Já o trecho final do triatlo, a corrida pode ser feita através de cadeira de rodas.

Handcycle (Confederação Brasileira de Triatlo)
Handcycle (Confederação Brasileira de Triatlo)

A classificação dos participantes ocorre para melhor organizar e manter justas as disputas. São elas:

PT1 - Paratletas cadeirantes

São atletas impedidos de conduzir uma bicicleta convencional e correr. Para tal prova, utlizam a handcycle no ciclismo e a cadeira de rodas no trecho da corrida. Para se enquadrar na categoria, os participantes devem ter uma pontuação de até 640 pontos na avaliação de classificação.

PT2

É a categoria para atletas com comprometimentos de deficiência nos membros, hipertonia, ataxia e/ou atetose, carência de força muscular e amplitude de movimentos diminuída, entre outras possibilidades. Nas etapas de ciclismo e corrida, atletas com amputações podem utilizar prótestes ou outros dispositivos ou equipamentos aprovados. Para se enquadrar na categoria, os participantes devem fazer pontuação de até 454,9 pontos na avaliação de classificação.

PT3

Os comprometimentos são semelhantes aos da PT2, mas tratam-se dos atletas com pontuação entre 455,0 e 494,9 na avaliação de classificação. O esquema da utilização de próteses ou outros dispositivos ou equipamentos nas etapas de ciclismo e corrida são mantidas.

PT4

A regra de comprometimentos vale aos das categorias PT2 e PT3, porém tratam-se de atletas com pontuação entre 495,0 e 557,0 na avaliação de classificação. Há a permissão da utilização de prótestes ou outros dispositivos ou equipamentos de apoio para as etapas de ciclismo e corrida.

PT5 – Paratletas com deficiência visual total ou parcial - Dividida em subcategorias: B1, B2 e B3

B1: São atletas totalmente cegos, desde os que não têm nenhuma percepção de luz até os que têm percepção da luz, mas que são incapazes de reconhecer o formato de uma mão a qualquer distância.

B2 e B3: São atletas com deficiências visuais, cuja percepção visual seja menor do que 6/60 de visão ou cujo campo visual seja inferior a 20 graus na condição de melhor visão corretiva.

Para acompanhamento dos atletas, uma pessoa na condição de guia, de mesma nacionalidade e sexo, é obrigatória durante toda a prova. Nesta categoria, os atletas e seus guias devem montar uma bicicleta Tandem de dois lugares durante a etapa do ciclismo.

Países na disputa:

Brasil, Alemanha, Espanha, Canáda, França, Itália, Holanda, Grã-Bretanha, Japão, Suécia, Austrália, Estados Unidos, Hungria, Marrocos, Ucrânia, Finlândia, Irlanda e México.

São o mesmo número de mulheres e de homens na busca por medalhas nas categorias citadas acima. A maioria dos competidores está acima dos 30 anos e 25% possuem mais de 40.

Rivaldo Martins

Um brasileiro que por muito tempo desejou o triatlo nas Paralímpiadas foi o santista Rivaldo Martins, ex-triatleta. Ele disputava as competições antes de sofrer um acidente de trânsito e perder parte da perna esquerda, em 1986. Como o triatlo não fazia parte da programação paralímpica, Rivaldo disputou três edições de Paraolimpíada nas modalidades de ciclismo e natação e foi tetracampeão mundial.

Com a aposentadoria, ele passou a ser técnico da delegação brasileira. Ele também dedica-se a desenvolver projetos sociais para ajudar pessoas com alguma deficiência e tem parceria com a Ossur e Centro Marian Weiss, responsáveis por sua prótese. Um exemplo de superação a todos que o conhecem.

Foto: Divulgação