Halterofilismo: tudo que você precisa saber para os Jogos Paralímpicos Rio 2016

A única modalidade olímpica onde atletas de diferentes deficiências competem em uma mesma categoria; conheça o halterofilismo

Halterofilismo: tudo que você precisa saber para os Jogos Paralímpicos Rio 2016
Foto: Getty Images/Jamie McDonald

O halterofilismo é uma modalidade praticada em mais de 100 países. Seu início nos Jogos Paralímpicos foi em 1964. Até então só competiam homens, somente dois anos depois mulheres. 

As categorias são separadas unicamente através do peso, o que torna um esporte diverso de atletas com diferentes deficiências buscando a medalha. Na competição são aceitos atletas amputados, com limitações mínimas, atletas das classes de paralisia cerebral e atletas das lesões na medula espinhal.  

As categorias masculinas são 48 kg, 52 kg, 56 kg, 60 kg, 67,5 kg, 75 kg, 82,5 kg, 90 kg, 100 kg e mais de 100 kg. A feminina contém ainda as categorias 40 kg e 44 kg, além de excluir as categorias após 90 kg.

O competidor tem três tentativas para levantar o peso, a melhor entre elas é computada para a comparação com os demais competidores. O levantador com chances de quebrar um recorde mundial tem possibilidade de levantar mais uma vez.

A história do Brasil no halterofilismo não é muito extensa, pois só estreou na modalidade em Atlanta 1996, o representante brasileiro foi Marcelo Motta, que bateu recorde das Américas na categoria até 60kg.

Local de Prova: Pavilhão 2 - Riocentro

Diferente do que foi realizado no evento-teste, o halterofilismo não será no Parque Olímpico, mas em área muito próxima e conhecida, o Riocentro. O local que é palco de muitas exposições e feiras culturais conhecidas internacionalmente receberá os levantadores.

Desta vez o Pavilhão 2, que tem área de 11.500 m², foi devidamente adaptado e será destinado para competições de halterofilismo e de levantamento de peso. Além deste, os pavilhões 3 e 6 também foram adaptados para as competições de tênis de mesa e voleibol sentado.

Campeões em Londres 2012

Os nigerianos fizeram história no halterofilismo paralímpico nos Jogos de Londres 2012, conquistando 12 medalhas no total. Deixaram o Egito em segundo lugar no quadro de medalhas da modalidade por bem pouco, o país conquistou 11 medalhas. A diferença foi grande também devido a quantidade de ouros conquistados, enquanto o primeiro colocado conseguiu seis - cinco delas foram na categoria feminina -, o segundo ficou com apenas quatro.

Em 2012, nenhum brasileiro subiu ao pódio, mas a promessa é de que esse ano seja diferente. O fator casa pode influenciar os levantadores.

Favoritos para o Rio 2016

O Brasil pode conquistar seu primeiro ouro olímpico na modalidade, que no evento-teste realizado em fevereiro se destacou com o desempenho da delegação.

Foto: Fernando Maia/MPIX/CPB
Foto: Fernando Maia/MPIX/CPB

Márcia Menezes foi a primeira atleta a conquistar uma medalha em um campeonato mundial no halterofilismo, em 2014. A levantadora treina intensamente há sete meses para tentar conquistar mais um título inédito na modalidade.

Outra promessa é Mariana D'Andrea foi uma das últimas a conseguir sua vaga na delegação brasileira. Levou o ouro na Copa do Mundo da Malásia ao levantar 97 kg, quebrando recordes brasileiros das Américas e Mundial.

O iraniano Siamand Rahman, de grupo étnico minoritário no seu país é o atleta paralímpico mais forte do mundo, já quebrou oito recordes e promete tentar se tornar o primeiro atleta paralímpico da história a levantar 300 kg.

A Nigéria sempre tem uma forte delegação e continua sendo favorita a maioria das conquistas de medalhas. A Rússia também era uma candidata a ficar na frente do Brasil, mas devido a suspensão por conta do esquema de doping no país, é possível que as chances brasileiras aumentem.

Curiosidades

- No início dos Jogos apenas homens com lesões na medula espinhal ganhavam espaço na modalidade.

- Terezinha Mulato foi a primeira mulher brasileira a disputar em competições de halterofilismo, em Sydney-2000, ela é uma das veteranas na Seleção Brasileira na Rio 2016.

O atleta paralímpico mais forte do mundo | Foto: Matthew Lloyd / Getty Images
O atleta paralímpico mais forte do mundo | Foto: Matthew Lloyd / Getty Images

- O iraniano Siamand Rahman quebrou o recorde da história das Paralimpíadas ao levantar um peso de 280 kg.

- O maior peso registrado na competição feminina foi de 165 kg, levantado pela chinesa Ruifang Li, ouro em Pequim-2008.