Medalhista duplo, Rodrigo Parreira deseja mais visibilidade aos atletas paralímpicos

Prata no salto em distância e bronze nos 100m rasos da categoria T3, esportista ainda comemora medalha inédita para o Brasil em sua classe

Medalhista duplo, Rodrigo Parreira deseja mais visibilidade aos atletas paralímpicos
Rodrigo agora é medalhista duplo nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 | Foto:Cleber Mendes/MPIX/CPB

Os atletas brasileiros seguem dando show nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Nesta segunda-feira (12), Rodrigo Parreira conquistou a prata no salto em distância da categoria T36 – para atletas com paralisia cerebral. No sábado (10), o atleta havia conquistado o bronze nos 100m rasos.

Em entrevista coletiva realizada no Parque Aquático Olímpico, o esportista comentou sobre o desejo de maior visibilidade aos atletas paralímpicos. “Estamos dando o nosso máximo e por isso queremos maior observação para o esporte paralímpico. Ganhar uma medalha no Brasil vai deixar o país inteiro ligado e também em 2020. É isso que queremos”, disse Rodrigo.

“Creio que assim como qualquer atleta na disputa, também estou aqui por merecimento porque todos nós estamos dando nosso melhor. Tentei buscar o ouro mas ganhei o bronze e entrei para a história, porque ninguém na minha classe havia conquistado uma medalha para o Brasil”, afirmou em conversa com jornalistas nesta segunda.

“Dei meu melhor e estou muito feliz por isso. Posso garantir que em 2020 estarei melhor do que hoje e brigarei por ouro, porque treinarei bastante para trazer essa medalha para o Brasil”, completou o atleta, confiante em sua próxima participação paralímpica.

Potência mundial no atletismo, o Brasil segue dando bons resultados na modalidade. Situação que, para Rodrigo, ajudam na busca por mais atletas para o esporte. “Muitos novos esportistas estão chegando com o desejo de defender a seleção. O atletismo do Brasil hoje é mundialmente visto, somos reconhecidos por onde vamos. Para mim, o esporte serve como inspiração para muitas crianças e é tudo para mim. Espero correr por mais quatro, cinco, ou seis olimpíadas”, disse o atleta em tom bem humorado. “Continuarei até que meu médico diga que não vou dar mais conta de correr”, finalzou sorrindo.

Rodrigo participou da coletiva juntamente com Israel Strohprata no tênis de mesa individual masculinoFabio Bordignon - prata no 100 e 200m rasos da categoria 35.

Fabio credita sucesso na Rio 2016 à força do atletismo

Medalhista duplo paralímpico, Fabio credita ao atletismo seu sucesso na Rio 2016. Até 2014, o atleta era jogador de futebol de 7 e fez a migração para o atual esporte em que compete recentemente.

“Sempre fomos uma das potências e o atletismo só tende a crescer porque vai incentivando atletas a defender a seleção. Tenho certeza que muitos já estão treinando para dar o seu melhor. O atletismo tem uma força tremenda e estamos provando que somos força mundial e só temos a melhorar”, disse o medalhista duplo.

Dois anos treinando e competindo no atletismo foram suficientes para que Fabio conquistasse, em casa, duas medalhas. Situação que não era esperada pelo atleta carioca.

“Costumo dizer que até minha convocação para os Jogos foi uma surpresa, pois era muito novo no atletismo. Acreditava sim na dupla medalha pois temos que acreditar em tudo, mas essa não era minha realidade. Mesmo já sendo experiente no paradesporto era uma questão mais de realidade mesmo. Foi uma surpresa logo na minha primeira paralimpíada. Mas dei o meu melhor, está de ótimo tamanho, o trabalho foi feito e trabalharei muito para 2020, onde quero mudar e conseguir ser ainda melhor para conquistar a medalha de ouro”, finalizou o atleta.

Atletas posaram com suas respectivas medalhas nesta segunda | Foto: Pedro Henrique Guimarães/VAVEL Brasil
Atletas posaram com suas respectivas medalhas nesta segunda | Foto: Pedro Henrique Guimarães/VAVEL Brasil