Natação dá mais quatro medalhas paralímpicas ao Brasil, com ouro para Daniel Dias

André Brasil e Talisson Glock conquistaram mais dois bronzes e Joana Silva conseguiu uma prata

Natação dá mais quatro medalhas paralímpicas ao Brasil, com ouro para Daniel Dias
Daniel Dias comemora sua vitória nos 50m livre S5 (Foto: Hagen Hopkins/Getty Images for the New Zealand Paralympic Committee)

O quinto dia da natação paralímpica foi extremamente proveitoso para o Brasil. Com 16 finais disputadas na parte da noite de hoje (12), o país teve oito brasileiros disputando medalhas no Estádio Aquático Olímpico, palco das provas do esporte, incluindo Joana Silva, Talisson GlockAndré Brasil e Daniel Dias, que conquistaram medalhas para o país. Vale lembrar que as finais eram disputadas de forma alternada entre os gêneros, respeitando sempre as mesmas distâncias e classes. Logo na abertura da competição, tivemos a final dos 400 livre masculino S13, com a presença de Thomaz Matera pelo Brasil.

A prova teve, desde sua primeira metade, uma disputa intensa entre o bielorrusso Ihar Boki e Iaroslav Denysenko, da Ucrânia. No entanto, o favorito Boki cresceu nos últimos 100m e conseguiu vitória com vantagem tranquila, marcando o tempo de 3:55.62, estabelecendo novo recorde paralímpico. A prata ficou mesmo com Denysenko e o uzbeque Dmitriy Horlin levou o bronze. Thomaz Matera foi o oitavo. Na prova feminina, a estadunidense Rebecca Meyers garantiu a medalha de ouro, confirmando seu favoritismo, e ainda destroçou seu próprio recorde mundial, marcando 4:19.59, dois segundos abaixo da marca anterior. A prata foi para a Ucrânia, com Anna Stetsenko, enquanto que o bronze ficou com a espanhola Ariadna Beltrán.

Na sequência, tivemos os 150m medley SB4. A prova é uma adaptação dos 200m medley convencionais especialmente para essa classe, já que alguns nadadores teriam dificuldades para seguir as regras do nado borboleta, por conta de suas limitações físicas. A medalha de ouro acabou com o favorito Cameron Leslie, da Nova Zelândia, agora tricampeão paralímpico. A China conquistou a prata com Zhipeng Jin e a Dinamarca levou o bronze, com Jonas Larsen. Dentre as mulheres, a China garantiu duas medalhas: ouro com Jiao Cheng e bronze com Yue Deng. A prata foi para Olga Sviderska, competidora da classe SM3, que estabeleceu novo recorde mundial da mesma.

Nos 50m livre masculino S11, para atletas com deficiência visual total, o estadunidense Bradley Snyder levou a medalha de ouro, mesmo tendo problemas para não tocar na raia. A prata foi para Keiichi Kimura, do Japão, seguido por Bozun Yang, da China. A prova feminina teve novo recorde mundial, agora estabelecido no tempo de 30.73s, com Guizhi Li, da China, que deixou a prata para a sueca Maja Reichard por apenas três centésimos. O bronze foi dividido entre Maryna Piddubna, da Ucrânia, e Liesette Bruinsma, da Holanda.

Nos 100m borboleta masculino S10, tivemos a presença de André Brasil, que vinha com a expectativa da briga por medalhas. E o brasileiro conquistou sua primeira medalha nessa edição dos Jogos Paralímpicos, ficando com o bronze em prova que teve dobradinha ucraniana, com Denys Dubrov levando o ouro, enquanto que Maksym Krypak ficou com a prata. Na prova feminina, quem levou o ouro foi Sophie Pascoe, pela Nova Zelândia, que também estabeleceu novo recorde paralímpico, com a marca de 1:02.65. A China conquistou a medalha de prata com a nadadora Yi Chen, com o bronze indo para a polonesa Oliwia Jablonska.

Nos 100m livre masculino S9, tivemos mais Brasil, com a presença de Ruiter Silva, que terminou na quinta colocação e por muito pouco não conseguiu uma medalha. A Austrália conseguiu uma dobradinha, com Timothy Tisken e Brandon Hall, garantindo ouro e prata, respectivamente. O bronze ficou com Tamas Toth, da Hungria. Pelo lado feminino, tivemos a estadunidense Michelle Konkoly quebrando recorde mundial, ao vencer com o tempo de 1:00.91. A prata foi para Sarai Gascon, da Espanha, e o bronze ficou com a australiana Ellie Cole, campeã da prova em Londres 2012.

A prova que o público presente no Estádio Aquático Olímpico assistiu na sequência foi a dos 200m medley S6, com a presença de Talisson Glock, representante brasileiro na prova, que conseguiu a medalha de bronze, herdando a mesma depois da desclassificação de Nélson Corzo, colombiano que havia terminado na terceira colocação. O ouro foi para a Grã-Bretanha, com Sascha Kindred, e a prata ficou com o chinês Hongguang Jia. As mulheres caíram na piscina logo depois e Ellie Simmonds, da Grã-Bretanha, levou o ouro e se tornou a primeira mulher a estabelecer marca abaixo dos 3 minutos, com 2:59.81. A prata foi chinesa, com Lingling Song e Tiffany Thomas Kane herdou o bronze depois de Yelyzaveta Mereshko ser desclassificada.

A penúltima prova disputada foi a dos 50m borboleta S7. Pelo lado masculino, quem saiu vencedor foi Shiyun Pan, da China, que conseguiu quebrar seu próprio recorde mundial, marcando o tempo de 28.41. A prata ficou com o ucraniano Ievgenii Bogodaiko, enquanto que o bronze também foi chinês, com Jingang Wang. Na disputa feminina, tivemos a participação de Verônica Almeida, que fechou a prova na oitava colocação. Susannah Rodgers, da Grã-Bretanha, ficou com o ouro, enquanto que a estadunidense Cortney Jordan levou a prata. A neozelandesa Nikita Howarth completou o pódio.

Na última prova do dia, tivemos dupla participação brasileira, com Clodoaldo Silva e Daniel Dias buscando medalha nos 50m livre S5 masculino. Joana Silva também tinha grandes chances de medalha na prova feminina. Clodoaldo terminou a prova na sétima colocação, enquanto que Daniel Dias fez prova espetacular e venceu com tranquilidade, ganhando mais um ouro para sua coleção. A prata foi vietnamita, com o nadador Vo Thang Tung, enquanto que Roy Perkins levou o bronze para os Estados Unidos. Na prova feminina, Joana Silva conquistou a medalha de prata, ficando muito próxima do ouro conquistado por Zhang Li. Completando o pódio, tivemos Bela Trebinova, da República Tcheca.