A evolução dos Jogos Paralímpicos e o crescimento do paradesporto

Atletas paralímpicos mostram que podem conquistar o primeiro lugar no pódio

A evolução dos Jogos Paralímpicos e o crescimento do paradesporto
Foto: Divulgação/Ministério do Esporte

Se alguém acha que uma pessoa que possui alguma deficiência ou falta de algum membro não consegue fazer esportes, está completamente errado. A modalidade paralímpica quebra esse preconceito e mostra que o que parece impossível é sim possível. As modalidades pioneiras surgiram nos Estados Unidos e na Inglaterra.

Nos EUA, com o atletismo, natação e basquete em cadeira de rodas. Já na Inglaterra, surgiu após a Segunda Guerra Mundial, em 1945, quando o médico alemão Ludwing Guttmann, a pedido do governo da Grã-Bretanha, abriu o centro de Lesionados Medulares no hospital de Stoke Mandeville, onde o esporte era utilizado como forma de tratamento para os ex-combatentes da II Guerra Mundial.

Em 1948, Guttman criou a competição desportiva de Stoke Mandeville, em que os veteranos da guerra competiam, e aproveitou que na época já ocorria XVI Jogos Olímpicos de Verão. Participaram 14 e duas mulheres. Já em 1952, os jogos de Mandeville já tinham uma visibilidade maior, e passaram a ter anualmente com a presença de 130 atletas com alguma deficiência.

Em 1958, a Itália estava nos preparativos para as Olimpíadas de Verão, e o diretor do centro de lesionados de Ostia fez um convite para que os Jogos de Mandeville de 1960 fossem realizado em Roma. Com isso, convite aceito, e os primeiros Jogos Paralímpicos, as denominadas Paralimpíadas. Teve participação de 240 atletas, de 23 países. O Brasil estreou nos Jogos Paralímpicos em 1972 e, desde então, vem atingindo sucesso nos resultados. 

De quatro em quatro anos, são realizadas Olimpíadas e, em seguida, Paralimpíadas. Atualmente, o paradesporto vem com atletas de alto rendimento em todas as modalidades, que são: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, canoagem, ciclismo de estrada, ciclismo de pista, esgrima em cadeira de rodas, futebol de 5, futebol de 7, goalball, hipismo, judô, halterofilismo, natação, remo, rugby em cadeira de rodas, tênis em cadeira de rodas, tênis de mesa, tiro com arco, tiro esportivo, triatlo, vela, vôlei sentado, totalizando 23 modalidades.

Jogos Paralímpicos

ANO CIDADE PAÍS
1960 Roma Itália
1964 Tóquio  Japão
1968 Tel Aviv Israel
1972  Heidelberg Alemanha
1976 Toronto Canadá
1980 Arnhem Países Baixos
1984 Stoke Mandeville/Nova York Reino Unido/EUA
1988 Seul Coreia do Sul
1922 Barcelona Espanha
1996 Atlanta EUA
2000 Sidney Austrália
2004 Atenas  Grécia
2008 Pequim  China
2012 Londres Reino Unido
2016 Rio de Janeiro Brasil
2020 Tokyo  Japão

Em 2 de outubro de 2009, o Rio de Janeiro foi eleito para sediar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. A vitória inédita para o Brasil foi celebrada após o anúncio oficial feito pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), em Copenhague, na Dinamarca. Um dos principais motivos para a escolha do Brasil foi pelas transformações que poderiam ocorrer na cidade com a vinda de estrangeiros.

Em 7 de setembro, deu-se início aos Jogos Paralímpicos na cidade maravilhosa. O Brasil conquistou inúmeras medalhas em todas as modalidades, mas no atletismo e na natação o sucesso foi maior, com o atleta Petrucio Ferreira na pista do Estádio Olímpico (Engenhão)  e com Daniel Dias na piscina do Parque Olímpico (Barra da Tijuca). 

Daniel Dias \ Foto: Gabriel Heusi
Daniel Dias é o grande nome da natação paralímpica brasileira
Petrucio Ferreira \ Foto: Márcio Rodrigues\MPIX
Petrucio Ferreira foi recordista mundial na Rio 2016 (Foto: Márcio Rodrigues\MPIX)