Natal solidário: como atletas paralímpicos transformam realidade dos que mais precisam

Teca Santos, do atletismo, e Paola Klokler, do basquete sobre rodas, contam suas trajetórias de vida e também como ajudam pessoas carentes

Natal solidário: como atletas paralímpicos transformam realidade dos que mais precisam
Paola Klokler é uma das principais jogadoras da seleção feminina de basquete sobre rodas (Foto: Acervo Pessoal)

Esta é a época do ano em que as pessoas se sentem mais solidárias e capazes de transformarem a vida de quem mais precisa. No entanto, há quem faça isso durante muito tempo, e são pouco valorizadas pela grande mídia. As atletas paralímpicas, Teca Santos, do atletismo paralímpico, e Paola Klokler, do basquete sobre rodas, contam suas histórias e o envolvimento com os personagem mais carentes, do nosso país.

Teca Santos, de 37 anos, conheceu o atletismo para deficientes em 2011. Com experiência em grandes competições internacionais, Teca já visitou Alemanha, França, Canadá e participou também das Paralimpíadas. Conquistando medalhas e troféus, Teca diz que o maior prêmio dela é poder ajudar o próximo.

Teca Santos em entrega de presentes à crianças carentes (Foto: Acervo Pessoal)

"A minha ação de presente de natal para as crianças começou há dois anos. Eu via reportagem dos Correios sobre o projeto das cartinhas para jovens carentes, e aquilo me chamou muito a atenção. Comecei a presentear as pessoas. O ano passado eu resolvi fazer algo diferente. Não peguei uma cartinha, mas fui em uma loja de brinquedos, comprei umas dez peças e fiz uma doação para instituições. Ao invés de abraçar uma causa somente, abracei várias ao mesmo tempo. Para 2017, continuo abraçando esse projeto", disse a atleta.

Já Paola Klokler, de 26 anos, é integrante da seleção feminina da sua modalidade, e tem em seu currículo as disputas de duas Paralimpíadas e dois mundiais da categoria. Além disso, Paola conquistou dois terceiros lugares em Parapan-Americanos

A jogadora nasceu com má-formação congênita na perna esquerda e iniciou sua carreira com 10 anos na ADD (Associação Desportiva para Deficientes) de São Paulo. Paola Klokler diz ter vivido muitas dificuldades, inclusive passando por um preconceito próprio. Ela não se via sentada em uma cadeira de rodas.

Passado o tempo de vida e convivência com o esporte, Paola viu em uma jovem de trajetória muito parecida com a dela, a chance de transformar uma carreira pessoal e profissional.

A menina Gabriela, com deficiência nas duas pernas, foi abraçada por Paola e hoje é uma das grandes figuras no basquete sobre rodas. Contudo, segundo Paola, é necessária uma capacitação melhor para a garota, que precisa de materiais de qualidade para a sua evolução. Com isso, uma vaquinha é desenvolvida por Paola, para garantir fundo financeiro para a menina. 


Gabriela é a menina dos olhos de Paola Klokler (Foto: Paola Klokler)

"É um motivo de orgulho e me emociono bastante, em poder colaborar com uma trajetória de vida tão linda e tão parecida com a minha. Desde sempre procuro ajudar as pessoas, até como forma de agradecimento a todos aqueles que um dia me fizeram ser quem eu sou hoje", destacou. 

Paola e Gabriela durante disputa de um campeonato (Foto: Paola Klokler)