Políticos são alvo das escolas de samba em ano recheado de enredos críticos
Desfile da Mangueira de 2017. Foto: Cezar Loureiro / Riotur

Políticos são alvo das escolas de samba em ano recheado de enredos críticos

Agremiações prometem fortes sátiras de figuras públicas, enquanto outras pretendem ser mais discretas

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Roberta Trancoso

Ao contrário do que diz o seu enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”, a Estação Primeira de Mangueira definitivamente não está para brincadeiras. Polêmica desde o anúncio por fazer um claro protesto contra o corte de verbas realizado pela prefeitura, segundo O Globo, a escola deverá trazer uma alegoria contendo uma bunda gigante com o nome do prefeito Marcelo Crivella tatuado.

Carro da Mangueira em 1984 traz a imagem do então ministro Delfim Netto. Foto: Blog Ouro de Tolo
Carro da Mangueira em 1984 trouxe a imagem do então ministro Delfim Netto. Foto: Blog Ouro de Tolo

Escola vizinha da verde e rosa, a Paraíso do Tuiuti deverá trazer um carro alegórico representando o presidente Michel Temer como um vampiro, em cima de um saco de dinheiro, também segundo a coluna Gente Boa. O desfile da escola, que questionará a abolição da escravidão, também promete trazer um pato amarelo – em alusão ao que era usado nos protestos pelo impeachment da ex-presidente Dilma – e, segundo o Extra, também criticará a reforma trabalhista.

Em um ano cheio de desfiles com teor político e críticas sociais, a Beija-flor, cujo enredo “Monstro é aquele que não sabe amar” fala sobre abandono e intolerância à diversidade, não deve seguir a tendência das agremiações de São Cristóvão. A diretoria da azul e branco teria orientado a comissão de carnaval a não representar figuras públicas e políticos de forma explícita.  

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