CRÍTICA - Missão Impossível: Efeito Fallout
Foto: Divulgação/ Paramount Pictures

CRÍTICA - Missão Impossível: Efeito Fallout

Uma sequência responsável por toda a franquia. Faz isso com sucesso.

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Marcello Costa

Não é toda franquia que chega ao seu sexto filme conseguindo manter qualidade, aprendendo com os erros e se reinventando. Para nossa sorte, Missão Impossível: Efeito Fallout é esse tipo raro. Ethan Hunt (Cruise) tem o peso da idade, mas a experiência nunca antes maior, denunciada pelo seu ímpeto e forma quase fervorosa de resolver problemas sem abandonar suas convicções de certo e errado. Com ele a equipe: Luther (Rhames), Benji (Pegg), Hunley (Baldwin), Ilsa (Ferguson) e Walker (Cavill). Um bom número de figuras conhecidas da franquia e que dão o ar de consistência e "agora deu ruim MESMO" ao longa. Problemas, hábitos e referências a filmes passados estão aqui, para agradar fãs com toda certeza. 


O vilão Solomane Lane (Harris) é o primeiro que dá trabalho para a IMF em dois filmes! Provavelmente o vilão mais chamativo em seis longas. Sua ameaça é uma consequência dos eventos de Nação Secreta - filme anterior - e se mesclam as escolhas de vida ou morte tomadas por Ethan no início da trama. Daí pra frente nos deparamos com reviravoltas que conseguem pegar o público de surpresa e com primorosas cenas de ação e planos gigantescos de belas paisagens enquanto alguém faz peripécias. A ação? Competente. Elemento que soma com as surpresas da trama, caso contrário, acabariam sendo previsíveis. 

O vigor de Tom Cruise merece ser enaltecido, seus esforços, a introdução da cena onde quebra o pé ao filme já finalizado e a ausência de dublê são pontos muito louváveis por aqui. Onde a ação não se perde, não é "gratuita" e esbarra em segredos e momentos ligados a vida dos personagens. Personagens esses aos quais acabamos nos importando, o que é necessário para temermos e acreditarmos na ameaça.  

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