Slam - Voz de Levante tem data de estreia para 22 de Novembro

Slam - Voz de Levante tem data de estreia para 22 de Novembro

Documentário faz um recorte da história do movimento que há dez anos surgiu no Brasil

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Luana Bonvicini

Slam - Voz de Levante, filme dirigido e roteirizado por Roberta Estrela D’alva e Tatiana Lohmann, tem estreia marcada para dia 22 de novembro de 2018.

O documentário de coprodução da Globo e GNews, apoio do Itaú Cultural e distribuição da Pagu Pictures, mostra a caminhada do movimento que há dez anos nasceu no Brasil, ressaltando a importância da bagagem que o Slam carrega quando traz à tona a crítica social de diversos cantos em forma de performance e poesia e colocando a par que a arte é sinônimo de voz.

“Fazer esse filme do jeito que a gente fez foi uma operação de guerrilha. O primeiro nome era "Valendo a Vida”, porque expressava bem o espírito do que e de como estávamos fazendo a parada: sem grana, sem apoio e com uma fé inabalável de que daria certo e de que tudo valeria a pena. As vozes que esse filme traz precisam ser ouvidas e o foco foi esse o tempo todo. Nossa obstinação sempre foi guiada por esse sentimento”, disse Roberta Estrela, diretora e roteirista do filme.

O longa que foi exibido na Mostra Internacional de São Paulo, conquistou diversos prêmios, dentre eles, o de melhor direção de documentário no Festival do Rio de 2017 e melhor filme nacional no Festival Internacional Mulheres no Cinema (FIMCINE).

A obra que levou cerca de seis anos para ser filmada, também conta com a participação da poeta brasileira Luz Ribeiro, que espalhou sua voz pela Europa na Copa do Mundo de Slam, em Paris, fazendo companhia a diversos poetas que fizeram do microfone lugar de desabafo, denúncia e indignação com o que os cerca.

“Ocupar os espaços públicos é uma vocação do Poetry Slam no Brasil. O boom dos slams dos últimos anos aconteceu em sincronia com o grande balanço político pelo qual o país vem passando. A questão racial, feminismo, transgênero e a luta de classes são assuntos recorrentes na cena de Slam brasileira” esclarece Tatiana Lohmann, co-produtora do filme.

O documentário também conta com iniciativa inclusiva, trazendo legendas descritivas para pessoas com surdez e deficiência auditiva.

 

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