Crítica | Slam - Voz de Levante
(Foto: Pagu Pictures)

Crítica | Slam - Voz de Levante

Documentário que tem estreia nesta quinta-feira (22), mostrou força performática e poética das ruas às salas de cinema

luabonvicini
Luana Bonvicini

Slam - Voz de Levante, produzido por Roberta Estrela D’alva e Tatiana Lohmann, mostrou em verdadeira voz de levante para que veio, difundindo diversas vozes e mensagens em uma única ideia estrutural: enredar os sons e performances que ecoavam pelas ruas e se expandiram para as salas de cinema.

O documentário que mostrou claramente seu intuito de desprender ideias e regras, emaranhou em produto fílmico uma série de protestos, dores e desabafos, de um povo que de tanto ser jogado a escanteio, fez do canto de fora da trave espaço para gol.

Era possível velejar entre as cenas, com uma movimentação inquieta de câmera que te fazia viajar entre carros e lugares que o Poetry Slam, batalhas performáticas de poesia, visitou. As diretoras do longa imergiram um enquadramento performático, que dançava em verdadeiro Hip Hop com a temática abordada e sensações extasiantes que os poemas embrenharam na pele.

Slam mostrou ser um verdadeiro sonho utópico de poetas e artistas, onde estar dentro da sala de cinema era o fechar de olhos e o abrir deles era a impressão de transitar junto ao movimento, vagando entre a bagunça de sons que se entrecruzaram em perfeita sincronia e mergulharam toda a atenção no peso que cada mensagem trazia.

O prêmio de melhor direção de documentário que Estrela D’alva e Lohmann ganharam no Festival do Rio de 2017 foi apenas um pequeno troféu diante da imensidão fílmica que as diretoras apresentaram com um documentário inclusivo e imersivo, onde o vislumbre do telespectador era o de ser poeta junto aos personagens.

 

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