Ferrari domina a pré-temporada, mas Mercedes segue de perto
Foto: Divulgação/Twitter Oficial F1

Ferrari domina a pré-temporada, mas Mercedes segue de perto

Atual campeão, Lewis Hamilton ficou apenas três milésimos atrás de Vettel

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Matheus Gabriel

A pré-temporada da Formula 1 em 2019 chegou ao fim, na última sexta-feira (1), em Barcelona, e a Scuderia italiana saiu na frente, com a atual campeã, Mercedes, marcando o segundo melhor tempo. Vettel marcou um 1m16.221s, enquanto Hamilton ficou apenas 3 milésimos atrás, com 1m16.224s. O tempo do tetracampeão alemão foi o mais rápido da história das pré-temporadas no circuito da Catalunha.

 

Na frente, mas nem tanto...

Se engana quem pensa que a Ferrari foi tão dominante assim. Os carros vermelhos fizeram 200 voltas a menos que as Flechas Prateadas, o que em tempos de pré-temporada faz muita diferença, já que uma série incontável de peças e cenários são testadas. Vettel acabou batendo no segundo dia devido a uma falha nos aros da roda e Leclerc perdeu muito tempo na pista enquanto a equipe investigava um problema nos sistemas de resfriamento. Ele também foi obrigado a parar na pista por conta de um problema de exaustão. Leclerc conseguiu 463 voltas no total, o que o colocou em oitavo no geral, 71 atrás de Vettel e 175 atrás de Lewis Hamilton.


Subindo a montanha

Para Hamilton, o fato de a Mercedes ter conquistado o Campeonato de Construtores mais cedo na temporada anterior, fez com que a Ferrari começasse a trabalhar no carro de 2019 pelo menos um mês antes, deixando  sua equipe um pouco atrás nesse início de ano.

"Se parece que você não vai conseguir conquistar o campeonato, você pode afastar alguns membros da equipe mais cedo para que comecem a desenvolver o carro do próximo ano.
Então, muito provavelmente, eles começaram a desenvolver esse carro  pelo menos um mês antes de nós", disse.

As mudanças nas regras para a aerodinâmica também podem ter ajudado a Ferrari, segundo Hamilton, e o gerenciamento de recursos também pesa.

''Você só tem uma certa quantidade de recursos que pode usar. Quer continuar tentar vencer o campeonato atual ou quer desistir para garantir que o próximo ano seja bom?", finalizou.

Agora, a Mercedes precisa converter toda a rodagem nos testes em dados que resultem em estratégias vencedoras.

RBR prejudicada por acidente

Foi assim que a RedBull começou a temporada. O acidente de Pierre Gasly, seguido por um problema na caixa de câmbio deixou a equipe Austríaca em oitava no número de voltas completadas, apenas
833. O melhor tempo também foi prejudicado, com 1m:17.091s, cerca de 8 décimos atrás de Mercedes e Ferrari. Mesmo assim, a parceria com a Honda parece estar dando certo, com o motor dando mostras de que é o melhor já desenvolvido pela montadora desde sua volta à F1, em 2015. O motor têm sido confiável e mostrou o potencial necessário para ser rápido.

The Best of the Rest

É assim que a equipe que fica em 4º na colocação é chamada, já que Ferrari, Mercedes e RedBull parecem estar muito a frente. Nesta luta, pelo menos 3 equipes se mostram fortes: Haas, Renault e Racing Point (antiga Force India).

Pelos lados da Haas, que a cada ano vem se mostrando mais forte, uma simulação de corrida realizada nos últimos minutos dos testes mostrou que a equipe norte-americana pode chegar perto até mesmo do top 3, quando Kevin Magnussen marcou um rápido
1m:17.076s. Uma surpresa mas nem tanto, já que muitas partes do motor do VF-19 são iguais as da Ferrari SF90.

A Renault começou os testes liderando no primeiro dia, com Nico Hulkenberg marcando a volta mais rápida até então (1m:17.393s). No geral, a equipe se mostrou mais forte que as concorrentes na luta pela liderança do meio do grid, com um rápido 1m:16.843s, apenas 0,6s atrás de Ferrari e Mercedes. O fato de ter conseguido rodar 961 voltas, ficando em terceiro no quesito, também mostra que a equipe francesa vem forte do ponto de vista de confiabilidade. O chefe da equipe técnica do motor, Remi Taffin, disse que a nova unidade está atingindo todas as metas estabelecidas durante o inverno, dando um dos maiores passos da equipe no desempenho sob os regulamentos turbo-híbridos que foram introduzidos em 2014.

De nome novo mas seguindo a tradição. É assim que Racing Point chega para 2019, continuando sua série de testes abaixo do esperado. Foram apenas 625 voltas, ficando na frente apenas da Williams no quesito, e marcando um lento 1m:17.556s. Mas a equipe é conhecida pelos bons resultados mesmo com pré-temporadas ruins, e se agarra nisso para tentar o título de melhor do resto. É difícil ficar animado com o carro rosa após os testes de Barcelona, mas isso não é uma sensação nova.

O final do grid

É onde devem ficar McLaren, Toro Rosso, Sauber e Williams. Das quatro, quem se mostrou mais forte para brigar com o grid intermediário foi a Toro Rosso, ao marcar um
1m:16.882s, com 935 voltas completadas, ficando em 4º no quesito. A pré-temporada da irmã da RedBull parece ter sido sólida, com os dois pilotos marcando tempos na casa dos 1m:16s. O novo carro é baseado na traseira do RedBull do ano passado, que foi acoplado ao motor Honda usado por ambas as equipes neste ano. O uso de uma caixa de câmbio e suspensão com um ano de idade permitiu a  Toro Rosso começar a trabalhar mais cedo no resto do carro.

A Sauber, que agora correrá com o nome Alfa Romeo, conseguiu completar 922 voltas, marcando um tempo de 1m:17.239s. O início de pré-temporada tinha sido bom, mas a segunda semana fez o time suar muito para chegar perto da casa dos 1m16s. É bom ficar de olho no carro vermelho e branco guiado por Kimi Raikkonen nos treinos e na qualificação em Melbourne.

A McLaren conseguiu ficar dentro da margem dos 1m16s, ao completar
874 voltas e marcar um 1m:16.913s, no oitavo dia de treinos. Foi um bom começo de segundo teste para a equipe de Lando Norris e Carlos Sainz, que também parece estar forte na briga para chegar ao meio do grid.

Por último (e não coincidentemente), a Williams. Foram apenas 567 voltas e um tempo lento de 1m:18.130s, ficando em último em todos os quesitos. O início dos testes foi vergonhoso, já que a equipe só ligou os motores 2 dias e meio após as outras equipes. Mesmo assim, alguns pontos bons foram mostrados: o carro não mostrou problemas mecânicos na pista e não houveram atrasos na segunda semana de testes, mas foram as únicas notícias boas. Foi a única equipe a não marcar tempo dentro da casa dos 1m17s e o atraso na primeira semana fez a equipe permanecer em testes aerodinâmicos perto do fim da pré-temporada, quando as outras equipes já estavam simulando qualificações e corridas.

A primeira corrida de 2019 acontece em Melbourne, na Austrália, entre os dias 14, 15, 16 e 17 de março. A corrida acontece no domingo (17), às
2h10 Horário de Brasília
 

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