Resumo F1 2019: Ferrari dividida entre antes e depois das férias de agosto
Foto: Reprodução / Ferrari

O ano da F1 2019 da Ferrari ficou marcada por uma disputa entre a experiência e a juventude. De um lado, o tetracampeão mundial Sebastian Vettel querendo mostrar desempenho mais elevado, diferente das temporadas anteriores onde não competiu o suficiente para parear com Lewis Hamilton; do outro, a esperança dessa nova geração de pilotos: Charles Leclerc.

A temporada tratou-se muito da disputa entre os dois pilotos. Porém, no decorrer dela pôde-se observar que o monegasco Leclerc se mostrou que não era apenas um novato na equipe mais sim a nova esperança para que a scuderia possa voltar às glórias como aconteceu no passado com Michael Schumacher. 

Começando no GP do Bahrein, segunda etapa no ano onde garantiu a pole e chegou com grandes chances de vencer a corrida mas o monegasco teve problemas no motor e viu sua primeira vitória adiada. Outra corrida que a Ferrari teve sua vitória adiada foi no GP do Canadá, depois de fazer a pole, o alemão Vettel tinha tudo para vencer a prova, porém Lewis Hamilton jogou totalmente seu carro em cima do ferrarista para fora. A vitória do inglês foi considerada polêmica e a atitude de Hamilton foi antidesportiva, mas a FIA  (Federação International de Automobilismo) viu que o toque  não teve nenhuma intenção de tirar o Vettel da pista e considerou que foi lance de corrida. No final, acabou não tendo punição para o inglês.

Chegou o GP da Áustria, mais uma vez o monegasco fez o melhor tempo e largou na pole, agora estava mais perto de conseguir a vitória, no entanto Max Verstappen fez uma ultrapassagem espetacular para cima de Charles Leclerc e garantiu a vitória da equipe austríaca em maior estilo, vencendo em casa.

Retorno das férias com atitude diferente

A volta das férias de agosto para a Ferrari não poderia ser melhor. Com grande estilo, o monegasco Charles Leclerc faturou a pole no GP da Bélgica e conquistou sua primeira vitória na Formula 1, enquanto seu companheiro Sebastian Vettel completou a prova em quarto. Mais o clima acabou não sendo festivo, tendo em vista o respeito na hora do pódio, pois o piloto Anthoine Hubert morreu num acidente durante a prova da F2 após se chocar com o colombiano Juan Manuel Correa, que sobreviveu ao grave acidente.

Em seguida, mais uma performance espetacular do monegasco. No GP da Itália, Leclerc fez a pole e conseguiu evitar a corrida inteira que as Mercedes dominassem e faturou mais uma vitória. A comemoração não podia ser diferente, vitória em casa diante de milhares de torcedores e tornando-se de vez uma dos mais promissores pilotos da geração.

Foto: Reprodução / Ferrari
Foto: Reprodução / Ferrari

Em Singapura, mais uma vez o monegasco tinha tudo para conseguir sua terceira vitória consecutiva na F1, porém uma estratégia de equipe mal planejada acabou ofuscando o resultado do piloto de Mônaco. Isso favoreceu seu companheiro de equipe Sebastian Vettel. No final da corrida, o alemão conquistou sua primeira vitória do ano e acabou com um jejum que durava um ano, sendo que sua última vitória de sido no GP da Bélgica de 2018.

"Deslize" no GP do Brasil

O embate dos dois pilotos chegou no auge no Grande Prêmio do Brasil. Nas voltais finais, os dois ferraristas brigavam por posições para garantir o pódio, porém, na grande reta, os dois se tocaram e consequentemente abandonaram a prova, começando assim um novo atrito entre ambos. O fato foi considerado omisso pela imprensa e mídia especializada e até o chefe da Ferrari, Mattia Binotto, afirmou que: "A atitude dos dois pilotos não é aceitável e que isso não possa acontecer mais. Nossa equipe tem que pensar pra frente e esquecer o que aconteceu."

Neste ano, quem surpreendeu foi Charles Leclerc, competindo ao lado do tetracampeão mundial Sebastian Vettel. O monegasco mostrou seu talento e personalidade e terminou o campeonato na frente de seu companheiro, em quarto lugar, com 264 pontos, 24 a mais do que Sebastian Vettel, que terminou em quinto, com 240.

Expectativa para 2020

A expectativa para 2020 é que a Ferrari possa retomar as conquistas e bater de frente com a poderosa e dominante Mercedes, que nos últimos seis anos dominou completamente o cenário da F1 com cinco títulos de Lewis Hamilton e um de Nico Rosberg. Para isso, basta melhorar o desempenho nas corridas, consertar os erros de estratégia cometidos nesta temporada e aproveitar as características dos dois pilotos de alto nível que tem. Pois há tudo para que 2020 seja um ano com mais competitividade e trabalho bem feito.

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