Chefe da Ferrari, Binotto surpreende: "Ficaria feliz com Vettel na Mercedes"
Mattia Binotto e Sebastian Vettel (Scuderia Ferrari/Divulgação)

Sebastian Vettel foi contratado pela Ferrari com muita expectativa. Chegado à escuderia em 2015 e duas vezes vice-campeão da Fórmula 1, a impressão, porém, é que o casamento teve mais decepções que alegrias. Apesar disso, o alemão deixou sua reputação em alta na equipe de Maranello. Ao menos é o que indica Mattia Binotto, atual chefe da agremiação.

Em entrevista ao Marca, Binotto lamentou a saída de Vettel da Ferrari. "Sem dúvidas, por muitas razões. Ferrari ama Sebastian como piloto e pessoa, é parte de nosso time, nosso projeto, então nunca é uma decisão fácil", declarou.

O italiano também aproveitou para explicar as razões pelas quais o acordo contratual não foi concretizado. "Seb foi nossa primeira opção. Quando chegou o COVID-19, a situação mudou muitas coisas, do regulamento ao teto orçamentário. Coisas que fizeram mudar a visão da situação, o novo carro sendo adiado para 2022. Mudanças internas tiveram de ser feitas, difíceis, e foi o que fizemos. As coisas mudaram e estamos olhando para um novo ciclo e parece que essa visão, em termos de timing, não coincidia com sua visão. Não foi por causa do tipo de oferta ou sua duração", afirmou.

A grande surpresa, porém, veio no final da entrevista. Binotto não quer que Sebastian se aposente. Mais do que isso: o chefe deseja, até mesmo, que ele vá para a grande rival da Ferrari atualmente. "Seria uma perda caso Vettel se aposentasse, pois nós o amamos e o admiramos. Seria importante para ele encontrar uma boa vaga para o ano que vem. Escuto os rumores de que pode ir para a Mercedes e ficaria muito feliz por ele, de verdade", finalizou o chefe da Ferrari, que contratou Carlos Sainz para fazer dupla com Charles Leclerc.

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