Hamilton afirma que não está 100% e fala sobre coronavírus após qualifying
Lewis Hamilton após o qualifying dp GP Abu Dhabi 2020 (Foto: Divulgação / F1)

Baseado em todos os recordes quebrados por Lewis Hamilton na carreira (em especial em 2020), a terceira colocação dele no qualifying do GP Abu Dhabi 2020 não deixa de ser um resultado decepcionante. Em entrevista coletiva após o treino classificatório, ele explicou o que aconteceu com o heptacampeão mundial durante a sessão.

O coronavírus contraído por ele após o GP Bahrein 2020, na visão de Lewis Hamilton, foi o grande motivo pelo qual ele não conseguiu ser mais rápido. E ele não deixou de destacar o quão forte é a doença.

"Sou apenas grato por estar de volta e, ainda que não 100%, ainda dei tudo que tinha. Eu não quero entrar em detalhes, mas como eu disse na Austrália, isso mostra o quão sério é o vírus. Eu sinto muito por aqueles que sofreram com isso, que perderam entes queridos, porque agora consigo compreender a força do vírus. Não estou 100%, pois ainda sinto algo nos pulmões. Ainda assim, eu pilotaria mesmo com um braço pendurado, é o que fazemos enquanto pilotos. Definitivamente não será a mais fácil das corridas, do ponto de vista físico, mas vou tentar dar tudo que tenho", destacou o piloto, relembrando o grande prêmio inicial da temporada de 2020 da Fórmula 1.

Perguntado sobre os efeitos que o coronavírus causou no corpo, Lewis Hamilton destacou os sintomas que sentiu. "Afeta a energia em geral. Um dos sintomas é que realmente te esgota. Eu tentei dormir o máximo que pude, mas recarregar as baterias não é tão fácil quanto normalmente seria. Perdi bastante peso na última semana, então como disse, não estou 100% em relação à última corrida que disputei, mas isso não me impedirá, de forma alguma, de dar o meu melhor amanhã. Definitivamente tem sido um fim de semana complicado. Voltar ao ritmo, ainda que tenha passado apenas duas semanas, é difícil. Tenho sofrido com o equilíbrio do carro neste fim de semana", afirmou.

E na corrida?

Largando em terceiro, o heptacampeão mundial destacou que o desafio o mobilizará ainda mais que o normal. "Claro que é sempre bom largar da pole, mas nem sempre dá, e isso torna tudo ainda mais divertido. É uma pista com certa dificuldade para fazer ultrapassagens, mas com estratégia e tudo mais, acho que podemos conseguir. A largada será importante e eu estou animado para entender como poderei virar esse jogo", finalizou.

Max Verstappen, da Red Bull, cravou a pole, enquanto Valtteri Bottas, companheiro de Hamilton na Mercedes, ficou com a segunda colocação.

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