Análise: AlphaTauri estaria melhor se Gasly tivesse outro companheiro?
Divulgação/AlphaTauri 

Que a renovação para a temporada 2022 do piloto japonês Yuki Tsunoda foi surpresa para todos não é novidade, inclusive o próprio reconheceu a inconsistência no trabalho realizado com a AlphaTauri, mas o que é preciso colocar na balança, é o quanto que a presença do japonês atrapalha tanto a equipe quanto seu companheiro, o francês Pierre Gasly.  

A visão de que os torcedores do automobilismo têm, é de que o Tsunoda parece perdido no próprio trabalho. Durante uma entrevista após as qualificações para o GP da Rússia, ele pergunta para o jornalista se o motivo da raiva do francês seria ele, já que Gasly teria saído com expressões de raiva do carro. O que transparece é que não há comunicação do piloto com os seus próprios companheiros de trabalho. 

 

Ao falar sobre números, Tsunoda teve quatro grandes acidentes durante a temporada, em Ímola, Baku, Paul Richard e Hungaroring. Dessas, as três primeiras foram durante os treinos classificatórios. Não pontuou nas últimas quatro corridas, duas dessas nem chegou a concluir todas as voltas. Na tabela de classificação entre os pilotos, está no 14° lugar, enquanto a equipe está em sexto na de construtores.  

Divulgação/AlphaTauri
Divulgação/AlphaTauri

Ele não é o pior piloto da temporada, isso é fato. O piloto da Haas Nikita Mazepin, por exemplo, não pontuou em nenhuma corrida, e só não é considerado por muitos um “nem vai e nem vem” por conta das suas manobras perigosas que mais atrapalham do que ajuda alguém.  

Porém, se a AlphaTauri, que é uma espécie de equipe B da Red Bull começasse a procurar novos talentos na F2 ou F3. Garotos como o norueguês Dennis Hauger, de 18 anos, que acumula três vitórias na temporada 2021 da F3, ou até o estoniano Jüri Vips, de 21 anos, que tapou o buraco deixado por Gasly na F2, seriam ótimas jogadas da equipe para ocupar o lugar do piloto japonês.  

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