“Dois terços das equipes de F1 gostariam de ter orçamento da LMP1”, diz dirigente da Peugeot

Bruno Famin estuda possível volta da marca francesa às 24 horas de Le Mans, onde competiu de 2007 a 2011

“Dois terços das equipes de F1 gostariam de ter orçamento da LMP1”, diz dirigente da Peugeot
(Foto: Peugeot Sports)

Assim como na Fórmula 1, que frequentemente é bombardeada por boatos de equipes que estão com data e hora marcada para entre na categoria “máxima” do automobilismo mundial, no Endurance não é diferente.

Ao contrário de rumores, desmentidos categoricamente por Audi e Porsche (apenas para citar os mais comuns), nas provas de longa duração a história é mais ou menos parecida. Com uma diferença, o fabricante não desmente os boatos.

Em entrevista ao site Endurance-info, o diretor da Peugeot Sport, Bruno Famin, afirmou que existe interesse da montadora em voltar para o Endurance, desde que os custos não sejam proibitivos. “O orçamento é o problema”, disse Famin.

“O Presidente da PSA sonha com um retorno da Peugeot para as 24 Horas de Le Mans. Mas para isso existem condições. A PSA precisa de orçamentos baixos. Atualmente é apenas uma ideia e um alvo no horizonte”, disse.

A última participação da marca foi entre os anos de 2007 e 2011. Sendo uma das incentivadoras do WEC, causo comoção na organização do recém criado evento quando decidiu retirar seus carros para a temporada de 2012. O motivo é o velho conhecido do automobilismo, a baixa venda de carros e a crise econômica.

Parece porém que os tempos de abstinência ficaram para trás. No primeiro trimestre de 2016 as vendas aumentaram e a os lucros também. Equipes como Audi e Porsche tem orçamentos superiores a 200 milhões de dólares por ano, a Toyota pouco mais de 100 milhões. Para Fami estes valores ainda não cabem na conta da Peugeot.

“A FIA WEC é um magnífico campeonato com carros bonitos”, disse Famin. “A série é ideal para fabricantes e é muito melhor do que F1. A tecnologia é interessante, bem como o formato. Fabricantes lutam entre si, e nos lembramos dos fabricantes como vencedores mais do que os pilotos, com algumas exceções”, declarou.

A grande resalva diz respeito ao orçamento, que é atualmente muito elevado. Nós só podemos louvar a abordagem da FIA e ACO em reduzir custos. Embora os alemães reduziram seu programa para dois carros em Le Mans, ainda é algo simbólico”.

“Dois terços das equipes de F1 gostariam de ter orçamentos da LMP1.”

Famin admitiu que a Peugeot tinha avaliado a entrada na garagem 56, mas o projeto não vingou. “Garagem 56 é muito interessante para nós e nós pensamos sobre isso logo após a interrupção do programa de 908″, disse ele. “Atualmente, é o conceito que pode servir como um trampolim para LMP1.”

“Peugeot voltará ao endurance correndo no dia em que será possível montar um projeto real com algo por trás disso.”