Pneu furado frustra Sergio Jimenez e Rodrigo Baptista pela Blancpain GT Series na Hungria

Novato conquista 5 posições na travada pista de Hungaroring na penúltima etapa de sprint do Blancpain GT Series, equipe faz o melhor pit da prova e dupla brasileira vê top10 escapar a menos de 5 minutos do fim

Pneu furado frustra Sergio Jimenez e Rodrigo Baptista pela Blancpain GT Series na Hungria
(Foto: Divulgação)

Na melhor performance de Rodrigo Baptista nas etapas de sprint do Blancpain GT Series, o Audi #3 viu os pontos escaparem em Hungaroring a menos de cinco minutos da bandeirada em virtude de um pneu furado quando Sergio Jimenez disputava a oitava posição na prova que marcou a primeira passagem do maior evento de Gran Turismo do automobilismo mundial pelo travado circuito de Budapeste.

Foi um desfecho amargo para uma bela jornada de recuperação da dupla brasileira no fim de semana, que contou com nada menos que 35 carros na travada pista húngara.

“O resultado hoje não traduz nosso desempenho”, resumiu Jimenez após a prova.

“Saindo de 15o, o Rodrigo largou muito bem, passou os caras na pista e brigou de igual para igual. Nosso pit foi fantástico, matamos a pau na troca de pilotos e ganhamos o prêmio de melhor pit da corrida. Vinha em oitavo quando começou a soltar o spliter, então o carro perdeu performance até ele voar e furar o pneu faltando poucas voltas. Foi uma pena, mas estou muito contente porque foi nossa melhor prova de sprint no ano. O Rodrigo cresceu muito hoje, muito mesmo! E com essa evolução logo vamos brigar pelo pódio com as outras duplas, compostas de profissionais com muita experiência”, avaliou.

De fato, o desempenho do novato chamou atenção desde a largada. Alinhando a máquina de 585 HP por dentro na oitava fila, Baptista defendeu bem a trajetória na linha interna da curva 1 e, com astúcia, deixou dois adversários para trás logo no início. Então abriu a segunda volta passando o Audi #2 no fim da reta, antes de pressionar a Lamborghini que vinha à frente, inclusive usando farol alto.

Na terceira volta a prova entrou em “full course yellow” para remoção de um carro estacionado em área de escape. Relargou a 45 minutos da bandeirada, com Baptista já em 11o, no mesmo ritmo dos líderes e controlando com personalidade os ataques do Bentley #8.

Ele entrou nos pits na abertura da volta 15, ocupando a quarta posição. Depois de uma troca muito eficiente da equipe belga WRT, Jimenez retornou à pista imediatamente à frente do Audi #4. Segurou o companheiro de equipe na primeira curva, mas o concorrente vinha com pneus mais aquecidos e o holandês Robin Frinjs conseguiu passar na curva seguinte.

Finalizada a janela de paradas obrigatórias, o Audi #3 era décimo, já na zona de pontuação. Na volta 22 Jimenez avançou mais uma posição e novamente se aproximou do Audi #4 para duelar pelo oitavo posto.

Na 28a passagem, já sem o melhor desempenho, ele passou a se concentrar mais em uma trajetória conservadora para defender o nono lugar dos dois Bentleys que vinham muito velozes atacando as zebras logo atrás. Até que caiu o assoalho do carro em plena reta dos boxes a quatro minutos do fim.

Acabava ali a melhor performance da única dupla brasileira no campeonato.

“Hoje conseguimos melhorar bem o carro em relação ao sábado, então consegui manter um bom ritmo, ganhar posições. Acho que foi minha melhor corrida até hoje e sinto que estou evoluindo bem a cada prova”, comentou Baptista, destacando a dificuldade de galgar o pelotão numa pista travada como a da Hungria e numa prova disputada com temperatura ambiente na casa dos 34oC.

Na véspera, o Audi #3 já havia dado sinais positivos na qualifying race. A meta da dupla era trabalhar bem na tomada de tempo, para largar nas primeiras filas –diante da proverbial dificuldade em ultrapassar na Hungria.

Conseguiram avançar para o Q3 e entrar na disputa da pole pela primeira vez no ano, mas não tinham mais pneus zero para usar na fase final do treino, de modo que largaram em 18o.

Jimenez ganhou uma posição na largada e, depois da bandeira amarela da segunda volta, foi hábil na relargada para avançar até 15o. Entrou no box para a troca obrigatória em 11o e, finalizada a janela de pits, Rodrigo era o 13o.

“Já no sábado o Rodrigo estava rápido e disputando bem no bloco que lutava para terminar nos pontos. Mas no fim o carro ficou traseiro e foi impossível seguir na briga, finalizando em 15o. Mas foi importante para apontar para onde precisávamos mudar o acerto no domingo, o que deu certo”, observou Jimenez.

O próximo desafio da dupla acontece nos dias 17 e 18 de setembro em Nurburgring, na prova de encerramento da temporada de endurance do Blancpain GT Series.