Bruno Senna espera corrida difícil durante as 6 horas do México

Circuito novo, altitude e desgaste de pneus são desafios nas 6 Horas do México

Bruno Senna espera corrida difícil durante as 6 horas do México
(Foto: RGR)

As 6 Horas do México, quinta etapa do Campeonato Mundial de Endurance, podem ser a corrida de casa para a RGR Sport, mas nem por isso a tarefa de Bruno Senna e seus companheiros, o local Ricardo Gonzalez e o português Filipe Albuquerque, será mais facilitada. Tanto quanto as demais, a equipe mexicana já percebeu na sessão de treinos coletivos desta quinta-feira que as características do circuito, a altitude e o consumo de pneus serão as principais dificuldades ao longo do fim de semana. A prova está marcada para sábado no Autódromo Hermanos Rodríguez, com início às 15h30 (Brasília) e transmissão exclusiva e na íntegra do Fox Sports.

O trio liderado por Bruno ocupa a segunda colocação na classificação dos pilotos dos protótipos da categoria LMP2 com 71 pontos, contra 112 do norte-americano de origem brasileira Gustavo Menezes, do francês Nicolas Lapierre e do monegasco Stéphane Richelmi. Os 90 minutos de ensaios foram suficientes para gerar uma avaliação inicial da relação de forças. “O carro da G-Drive continua muito bem e leva o favoritismo”, admitiu Bruno, que fechou o primeiro combate entre as equipes com o quarto tempo. “Mas peguei tráfego em minha volta boa. Realisticamente, terminaria em terceiro ou até mesmo em segundo.”

A pista da capital do país, aliás, está estreando no calendário depois de reformada com vistas ao retorno da Fórmula 1. “O traçado é difícil é técnico, com pouca aderência fora da linha ideal. Tem diversas curvas lentas interconectadas. Se você pegar um carro da GTE naquele trecho é capaz de perder até três segundos na volta”, analisou. “O piso escorregadio também deverá cobrar um preço alto quanto ao desgaste dos pneus”, acrescentou.

A altitude da Cidade do México, localizada a pouco mais de 2,2 mil metros acima do nível do mar, é outra variável que alterará radicalmente o desempenho dos carros em relação às etapas anteriores. “A perda de potência é em torno de 130 cavalos, uma enormidade. A pressão aerodinâmica também caiu em cerca de 30%. A compensação é no pico de velocidade, já que o arrasto também diminuiu”, explicou Bruno, que ainda teria duas sessões de treinamento ao longo do dia para trabalhar o acerto do Ligier JS P2-Nissan da RGR Sport.

Amanhã, depois da última sessão de 60 minutos, as quatro categorias – LMP1, GTE Pro e GTE Am completam o grid de 32 carros – voltarão à pista para as tomadas classificatórias, previstas para as 16h40 (Brasília).