África do Sul receberá o Mundial de Rallycross a partir de 2017

O local escolhido é o circuito de Killarney, na Cidade do Cabo, e é parte de um acordo de vários anos

África do Sul receberá o Mundial de Rallycross a partir de 2017
Killarney recebeu corridas não-oficiais da Fórmula 1 nos anos 60 (Foto: divulgação/Killarney International Raceway)

Muitos campeonatos mundiais da FIA costumam expandir seus eventos fora da Europa para as Américas do Sul e do Norte e para a Ásia em geral, com raras exceções visitando a África, como o Mundial de Rali Cross-Country e o WTCC, o Mundial de Carros de Turismo. Este número vai aumentar a partir de 2017, com o Mundial de Rallycross colocando a África do Sul de novo na rota dos campeonatos mundiais após os vários anos de Kyalami na Fórmula 1.

A sede escolhida para a chegada do rallycross em solo africano é o circuito de Killarney, localizado na Cidade do Cabo, o qual recebeu seus primeiros eventos no fim da década de 40 e chegou até a receber alguns eventos não-oficiais de Fórmula 1 nos anos 60. Desde então o circuito expandiu a ponto de poder receber praticamente qualquer tipo de corrida de circuito, além de kart, motocross e outros eventos off-road e corridas de arrancada, e como preparo nunca é demais, um circuito permanente de rallycross será construído para receber a última etapa do Mundial, substituindo San Luis na Argentina.

O diretor gerente do Mundial de Rallycross, Paul Bellamy, comentou sobre o novo evento: “Estávamos de olho na África do Sul como uma sede em potencial para o Mundial de Rallycross por algum tempo e estamos contentes em anunciar o novo contrato para 2017 em diante. Somos o único campeonato FIA a ter um evento na África subsaariana e Killarney é um complexo fantástico onde podemos ter um fim de temporada sensacional”.

Enquanto o continente africano estreará em termos de circuitos, já conta com um piloto nas categorias de base do rallycross, o qual é o queniano Tejas Hirani, da Olsbergs MSE, que atualmente é sétimo colocado na classificação de pilotos e conta com um quinto lugar em Hell, na Noruega, como seu melhor resultado.