Regulamentos da classe LMP1 do Mundial de Endurance, congelados até 2019

Segundo FIA, medida é necessária para estimular entrada de novas equipes na classe LMP1, que ficou defasada após saída da Audi

Regulamentos da classe LMP1 do Mundial de Endurance, congelados até 2019
(Foto: Porsche AG)

As regras que regem a classe LMP1, vão perdurar até 2019. O anúncio foi feito durante os testes coletivos do WEC no Bahrein.

Inicialmente a FIA e ACO chegaram a anunciar que novos regulamentos entrariam em vigor em 2018, como um terceiro sistema híbrido e o aumento da subclasse híbrida para até 10MJ. Asa móvel para os LMP1 sem sistema híbrido e sistema de seguranças atualizados também foram propostos.

Em reunião com as equipes, Toyota e Porsche, se chegou a um consenso de que as regras deveriam se manter estáveis para que novos fabricantes e equipes tenham interesse de ingressar na categoria.

“É claro que, se queremos atrair novas equipes, porém ter um carro com três sistemas híbridos é muito complexo”, disse o chefe da Toyota, Pascal Vasselon, antes do anúncio oficial.

“Isso é óbvio: três sistemas ERS é bastante ambicioso e para um iniciante pode ser um pouco assustador.”

O chefe da Porsche, Andreas Seidl acrescentou: “Nossa preferência pessoal é para atrair fabricante, mas ao mesmo tempo, manter o nível de alta tecnologia do WEC porque essa é uma das principais razões por que estamos aqui.”

Para o diretor esportivo da ACO, Vincent Beaumesnil, esta paralisação das regras, não vai tirar o atrativo da categoria, muito menos deixar o campeonato atrasado. “O nível técnico já é elevado, por isso temos que manter os custos controlados”, disse.

“O problema das novas regras é que ele exigiria novos investimentos para tornar os novos sistemas. Mas, ao mesmo tempo, estamos trabalhando sobre o futuro.”

“Nós estamos analisando a introdução introduzir carros de célula de combustível de hidrogênio. estamos olhando para diferentes tipos de combustíveis e eu acho que a otimização do que temos hoje ainda é um desafio os engenheiros.”

“Não tenho absolutamente nenhuma dúvida de que o WEC será uma categoria superior em tecnologia nos próximos anos.”

O principal motivo para este revés nos regulamentos, segundo o dirigente foi a saída repentina da Audi. Entre os fabricantes interessados, a Peugeot, já deixou claro que volta, porém com regras mais flexíveis e menores custos.

“Obviamente, temos de continuar a insistir na redução de custos, para que seja atraente para novos fabricantes”, disse Beaumesnil.

Para 2017, a potência para Le Mans, deve ser adotada, bem como para os novos LMP2. Já os LMP1 privados, que ganhariam um novo chassi para 2018, também terão que esperar. “Nós não vamos introduzir um novo monocoque para os privados antes das fábricas”, disse. “Faz sentido, mas isso ainda não foi oficialmente decidido por isso temos de trabalhar.”

Segundo o dirigente, um novo conjunto de regras, deve entrar em vigor somente em 2020.