Para Hugues de Chaunac da Toyota, tecnologia híbrida precisa ser revista no Mundial de Endurance

Dirigente da Toyota critica rumos que os regulamentos do Mundial de Endurance estão tomando. Todos os protótipos da classe LMP1 que participaram das 24 horas de Le Mans enfrentaram problemas

Para Hugues de Chaunac da Toyota,  tecnologia híbrida precisa ser revista no Mundial de Endurance
(Foto: Divulgação Toyota)

O desempenho dos protótipos híbridos na edição 2017 das 24 Horas de Le Mans, causou estranheza no mais cético dos torcedores. Tanto Porsche quanto Toyota enfrentaram problemas com seus protótipos.

Tal supremacia chegou a ser superada, quando o Oreca #48 da DC Racing, líder na classe LMP2, liderou a prova. O pódio também foi um contraste. Apenas o Porsche vencedor representou a classe LMP1. As demais posições foram ocupadas pelas equipes DC Racing e Rebellion Racing que ficaram em primeiro e segundo lugar na classe P2.

O maior prejuízo foi da equipe Toyota. Com três protótipos inscritos, o melhor colocado foi o #8 que terminou na 9º posição. Tanto o Porsche vencedor, quanto o Toyota #8 também enfrentaram problemas. O primeiro teve sérios problemas no sistema híbrido, enquanto o modelo japonês enfrentou problemas no motor.

Em entrevista ao site Sportscar365, Hugues de Chaunac, presidente da Oreca que é a parceira da Toyota no WEC, algo precisa mudar.  “Eu acho que este nível é provavelmente muito complicado para um carro”, disse ele Sportscar365. “É importante para nós para reduzir toda essa tecnologia um pouco para algo menos complicado.”

Mesmo com tantas intempéries durante a prova, Kamui Kobayshi bateu o recorde da pista durante os treinos classificatórios. O tempo foi cerca de 2 segundos mais rápido do que o recorde anterior.

Já o chefe da Porsche, Andreas Seidl, também se espantou com o nível de dificuldade e principalmente a resolução dos problemas em seus carros: “Eu acho que simplesmente mostra que desafiamos uns aos outros até o limite e acima dele,”disse Seidl ao site Sportscar365. “Honestamente, é preciso analisar mais detalhadamente o que foram essas falhas, porque, por exemplo, do nosso lado, falhas como esta nunca tivemos antes.”

As declarações vão contra os novos regulamentos, que entram em vigor a partir de 2020. De acordo com as novas regras, os futuros protótipos terão que completar 1 km somente com seus sistemas híbridos. Para de Chaunac, as novas regras precisam ser melhor avaliadas. “Eu acho que é algo que precisa ser avaliado agora; é algo importante “, disse ele.

O dirigente da Porsche se mostrou cauteloso sobre as novas regras: “É muito cedo para dizer”, disse. “Precisamos analisar isso para ser honesto. Eu tenho que digerir em primeiro lugar, o que aconteceu nos últimos dois dias.”

Motor