Chama Olímpica desembarca em Brasília para início do revezamento

Símbolo olímpico chegou na capital brasileira às 7h25 em um avião particular escoltado por dois caças da FAB. Presidente Dilma Rousseff diz que país vai se unir para fazer um belo evento para o mundo. Atletas se emocionam após o percurso da tocha no Distrito Federal

Chama Olímpica desembarca em Brasília para início do revezamento
Presidente Dilma Rousseff acendeu a Tocha Olímpica em cerimônia no Palácio do Planalto (Foto: Evaristo Sa/AFP)

Na manhã desta terça-feira (3), a chama olímpica desembarcou em Brasília, ponto de partida para o revezamento de 95 dias em 327 cidades das cinco regiões do Brasil até a chegada ao Maracanã, no dia 5 de agosto. O símbolo será conduzido por cerca de 12 mil pessoas, dentre elas, importantes atletas brasileiros, que terão a incrível experiência de levantar, pela primeira vez, a tocha que vai acender a Pira Olímpica na abertura dos Jogos, no Rio de Janeiro.

O fogo olímpico viajou de Genebra, na Suíça, e chegou na capital brasileira às 7h25 em um avião particular escoltado por dois caças da Força Aérea Brasileira (FAB). O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, pediu união dos brasileiros na chegada das Olimpíadas"A chama olímpica chega à sua nova casa, o Brasil. Ela traz da Grécia um sentimento de união, inclusão e paz. A missão histórica da chama é promover a trégua, convocar a população para os Jogos que estão chegando. O Rio está pronto para entrar para a história, e o Brasil, pronto para receber o mundo", disse Nuzman.

A presidente Dilma Rousseff, em discurso no Palácio do Planalto, disse que o país, em meio à conturbada crise política, vai se unir para fazer um belo evento para o mundo.

"A tocha será recebida com alegria em todas as cidades do nosso imenso Brasil. Em todas as cidades que passar, deixará claro que a Olimpíada se dá em cada canto do Brasil. Sabemos as dificuldades políticas que existem em nosso país hoje. Conhecemos a instabilidade política. Mas o Brasil será capaz de, mesmo convivendo com um período difícil, muito difícil e verdadeiramente critico da história e da democracia do nosso país, saberá conviver, porque criamos condições para isso, para a recepção de todos os atletas e visitantes estrangeiros. O que vale é a luta, e nós sabemos lutar. Somos todos olímpicos, somos todos Brasil", afirmou Dilma.

(Foto: Rio 2016)
(Foto: Rio 2016)

A primeira atleta a dar início ao revezamento foi a bicampeã de vôlei, Fabiana Claudino. A jogadora não conteve a emoção após ter a tocha em suas mãos. "Sou negra, mulher, brasileira e atleta. A emoção de representar o povo brasileiro na chegada da chama olímpica. Estou tão feliz que não me contenho em 1,93m. Obrigada Brasil! A chama está aqui! Que venham os jogos do Rio 2016!", escreveu Fabiana em uma rede social.

"Sem sombra de dúvidas, não é nem a que a sensação dos Jogos, é a sensação de ganhar uma medalha olímpica. Acho que comparo isso ao recebimento de uma medalha do que conduzir a chama olímpica, essa chama que, realmente, acaba contagiando o povo, não só do Brasil, mas o mundo. Pra mim, foi marcante, um momento histórico, um momento que vou levar eternamente pra minha vida", contou a atleta Adriana Araújo, bronze em Londres 2002.

(Foto: Rio 2016)
(Foto: Rio 2016)

Outro jogador que teve os sentimentos aflorados foi o capitão do Brasília (UniCEUB/Cartão BRB), Guilherme Giovannoni. "É uma sensação parecida de quando eu entrei na Vila (Olímpica) em 2012. É uma coisa que ficou marcado pra mim para sempre. Só tenho a agradecer por participar desse momento tão maravilhoso. Isso entra para o currículo da carreira. Vai ficar marcado pra mim e eu estou muito feliz", disse o ala/pivô.

O percurso da tocha olímpica em Brasília será de 105 km e passará pelos principais monumentos da capital federal. A programação se estenderá por todo o dia.