Após assalto a atleta, Comitê da Austrália exige reforço na segurança no Rio

Bandidos abordaram Liesl Tesch e sua fisioterapeuta Sarah Ross. Em sua página oficial, atleta relata o fato ocorrido na Zona Sul do Rio

Após assalto a atleta, Comitê da Austrália exige reforço na segurança no Rio
Liesl Tesch, atleta paraolímpica que foi assaltada no Rio (Foto: Divulgação)

Após o assalto à mão armada com a atleta paralímpica de Vela, Liesl Tesch, no último domingo (19), no Aterro do Flamengo, o Comitê Olímpico da Austrália exigiu do Brasil um reforço na segurança do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos. Na ocasião, o bandido levou a bicicleta de Liesl.

Para Kitty Chiller, chefe de missão da equipe olímpica, o episódio serve como um alerta para a Olimpíada e que é preciso garantir uma vigilância maior para que não ocorra o mesmo durante a Rio 2016. "Não me parece que 100 mil seja suficiente. É muito mais do que tivemos em Londres (2012), mas o Rio não é Londres. Na minha opinião, nós devemos garantir que toda a competição e as arenas de treinamento sejam seguras. Se vamos levar 750 pessoas na equipe, queremos que 750 pessoas voltem sãs e salvas", disse. 

Kitty também pediu ao governador Eduardo Paes que o número de seguranças brasileiros seja revisado para garantir a proteção necessária à todas as delegações nas áreas de treino e competições na cidade carioca. "Estamos solicitando que o nível de forças de segurança, que está próximo dos 100 mil, seja revisado. E também estamos pedindo que eles estejam a serviço antes dos Jogos, principalmente no entorno das arenas de treino e de competição. Não foi um incidente isolado. Chegou a um ponto que todos os passos e medidas são tomadas para garantir que todos da nossa equipe que vão ao Rio para os Jogos Olímpicos estejam protegidos" complementou.

Ocorrência

Em sua página oficial, Liesl Tesch relatou o fato ocorrido na Zona Sul do Rio. Confira na íntegra o texto escrito pela atleta:


"Sarah e eu estávamos em um ótimo passeio na avenida principal em frente à praia do Flamengo, que fica fechada para os carros todos os domingos. Estávamos pedalando vendo a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar coberto por nuvens. Logo depois que passamos por um ponto de ônibus, duas pessoas pularam na nossa frente, e a bicicleta da Sarah bateu na minha. Então, um dos homens apontou uma arma para mim e disse alguma coisa em português, levantando a arma. Achei que ele estivesse pedindo dinheiro, levantei a minha camisa para mostrar que eu não tinha nada. Mas ele me deu um empurrão no ombro e me derrubou sobre os paralelepípedos com a bicicleta entre as pernas. Depois, ele pegou a minha bicicleta e saiu. Tinham três pessoas a dez metros de nós naquele momento, mas eles só viram a situação e apenas continuaram caminhando, me deixando no chão", escreveu.

Ela também se manifestou em um microblog. "Eu fui roubada em minha bicicleta com uma arma em um ponto de ônibus. Fiquem seguros no Rio", disse.

Liesl também informou o ocorrido no microblog (Reprodução/Twitter)
Liesl também informou o ocorrido no microblog (Reprodução/Twitter)