Rumo à Olimpíada: Seleção feminina de Vôlei dos Estados Unidos

Campeã da Norceca (Pré-Olímpico da América Central e do Norte), equipe do técnico Karch Kiraly vai em busca do primeiro ouro do Vôlei feminino nos Jogos Olímpicos

Rumo à Olimpíada: Seleção feminina de Vôlei dos Estados Unidos
Rumo à Olimpíada: Seleção feminina de Vôlei dos Estados Unidos (Foto: Reprodução/ UsaVolleyball / Facebook

Na Olimpíada deste ano, a seleção feminina de Vôlei dos Estados Unidos vem ao Brasil tomada por um sentimento de revanche. O motivo é exatamente a equipe dona da casa, algoz das meninas nas duas últimas edições do torneio. Vice-Campeã nos Jogos de Pequim em 2008 e Londres em 2012, as Norte-americanas chegam ao Rio desejando surpreender e conquistar a medalha de ouro na modalidade.

Apesar do claro predomínio do país quando o assunto é Olimpíada, a seleção feminina dos Eua nunca conquistou a medalha de ouro nos Jogos. Assim se tornando uma das poucas modalidades na qual os americanos não chegaram ao tão sonhado alto do pódio. Além de bater na trave em 2008 e 2012, também alcançaram a prata nos Jogos de Los Angeles, em 1984. Já no ano de 92, em Barcelona, ficaram com a medalha de bronze.

Campeão da Copa do Mundo de 2014, o time norte-americano se classificou para a Olimpíada do Rio através do Pré Olímpico da América Central e do Norte (também conhecido como Norceca),que fora realizado na cidade de Lincoln (EUA). As donas da casa venceram a equipe da Republica Dominicana na finalíssima e desde então passaram a se preparar para os Jogos Olímpicos.

Apesar de não ser um esporte popular no país, sendo o único das principais forças na modalidade a não ter uma liga profissional, os Estados Unidos chegam com uma preparação muito forte para disputar a modalidade. Mesclando experiência e juventude, a equipe do técnico Karch Kiraly está pronta para brigar pela medalha de ouro. O time americano conta com quatro atletas restituídas da última Olímpiada e oito estreantes, sendo cinco remanescentes da última Copa do Mundo conquistada pelo país. Para o treinador da seleção brasileira, José Roberto Guimarães, pelo preparo e de acordo com os últimos resultados, a equipe dos Eua será finalista no Rio 2016.

Atleta mais experiente da seleção, a meio de rede Foluke Akinrandewo atua na equipe desde o ano de 2005. Uma das remanscentes da prata conquistada em 2012, a americana não estava na final de Pequim, em 2010. Mas já jogou no Rio de Janeiro. Akinrandewo marcou presença no grupo que disputou o Pan-Americano e conquistou a medalha de bronze, em 2007. Melhor jogadora do Grand-Prix de 2010 e 2011, foi decisiva para sua equipe alcançar o lugar mais alto do pódio nos dois torneios. Com 1,93 e muita experiência, é uma das principais armas dos Estados Unidos no Vôlei feminino nesta Olimpíada.

Ex-jogador de Vôlei da seleção masculina dos Estados Unidos, o treinador Karch Kiraly tem a missão de levar a equipe feminina ao primeiro ouro de sua história nas Olimpíadas. O ex-atleta foi campeão Olímpico em 1984, derrotando equipe brasileira na final. Por jogar sob seus domínios e ser o atual campeão, o técnico garante que o Brasil é favorito na modalidade. Kiraly é detentor de três medalhas de ouro no esporte, sendo uma delas conquistada na praia. Seu nome está eternizado no hall da fama. Assistente técnico nos Jogos de 2012, o americano não vê o confronto com o Brasil em uma eventual final como revanche. Mas quer realizar mais esse feito em sua carreira vitoriosa.