Goalball: meninas da Argélia serão investigadas por IPC e Comitê Internacional

Seleção feminina chega ao Brasil mas será investigada por IPC e Comitê

Goalball: meninas da Argélia serão investigadas por IPC e Comitê Internacional
(Foto: Divulgação / NPC Algeria)

Finalmente, a seleção feminina de goalball da Argélia poderão entrar em quadra. A seleção afrinana chegou ao Brasil somente no último domingo (11), com seis dias de atraso, e, por isso, não disputou partida contra os EUA.  e Israel A delegação declarou que perdeu voos e conexões na Europa após um período de treinos em Varsóvia, na Polônia. Nos bastidores, a imprensa estrangeira especula o motivo do atraso da seleção. O "The New York Times" cogitou que a situação teria ocorrido como forma de protesto político e religioso contra Israel, com quem a Argélia não mantém relações. O Comitê Paralímpico Internacional (IPC) afirmou que irá investigar a questão, e, o diretor de comunicação da entidade, Craig Spence, e o presidente da entidade, Philip Craven, declararam que não há nada que regulamente atrasos.

"A equipe argelina chegou com seis dias de atraso e perdeu duas partidas. Não acho que demoramos para comentar. É importante que vocês estejam conscientes que as regras são estabelecidas pela IPSA e não há nada que regule o atraso de uma equipe no evento, mas me parece estranho que tenha acontecido da forma como foi. A maioria das pessoas está consciente que é estranho que cinco pessoas tenham demorado seis dias da Europa para aqui", disse Philip Craven, presidente do IPC.

Por fim, Craig Spence disse que há espaço para protestos formais dos outros comitês, como o Brasil. 

"Tanto Brasil quanto Japão podem impetrar um protesto porque times não jogaram contra a Argélia e receberam vitórias por 10 a 0", frisou o diretor

Em comunicado oficial no briefing diário à imprensa, Rio 2016 e IPC confirmaram a chegada das meninas da Argélia e também que elas estarão em quadra nesta segunda-feira, às 15h30, diante do Japão. A suspeita levantada pela agência de notícias AP, é de que a Argélia teria atrasado de propósito a sua chegada para não se ver obrigada a enfrentar Israel, pela segunda rodada. Tanto o IPC quando o COI vetam qualquer tipo de protesto político ou religioso nos Jogos, com punições severas. Como não há provas sobre a acusação, as entidades optaram por não desqualificar as africanas. 

"Finalmente, elas chegaram às 4h15 desta manhã. A delegação alega que enfrentou uma série de problemas para chegar ao Rio. Perderam voos, atrasaram. Mas não se demora seis dias para chegar ao Rio. Há uma série de suspeitas, mas não podemos comprovar ainda. Por isso precisamos investigar mais profundamente. Para excluirmos a equipe, teríamos de ter uma prova concreta. Não vimos voos cancelados da Polônia para cá. Há aeroportos grandes em volta, e não houve cancelamentos. Eles dizem que tentaram voltar à Argélia para conseguir vir ao Rio, mas parece estranho, não é? Vamos tentar ir a fundo na questão", explicou Craig Spence, diretor de comunicação do IPC.

"Eles precisam pegar um ônibus da Vila para os jogos. Como demoraram seis dias para chegar ao Rio, nunca se sabe", brincou Craig.

Shoram Raz, técnico de Israel, falou sobre o fato da partida contra Argélia não acontecer pelo fato da seleção não ter chegado ao Brasil. O comandante preferiu não acusar a seleção africana e se mostrou bastante chateado com o suposto motivo do atraso. 

"É polêmico. Não é um fair play da parte delas. Competimos sempre contra qualquer um, isso não é um problema para nós. Fico triste, esperamos, mas se elas não estão aqui, não estão aqui, não há muito o que se dizer sobre isso. Só fico triste que tenha acontecido porque o esporte não merece isso", declarou o técnico Shoram.