Políticos são alvo das escolas de samba em ano recheado de enredos críticos

Agremiações prometem fortes sátiras de figuras públicas, enquanto outras pretendem ser mais discretas

Políticos são alvo das escolas de samba em ano recheado de enredos críticos
Desfile da Mangueira de 2017. Foto: Cezar Loureiro / Riotur

Ao contrário do que diz o seu enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”, a Estação Primeira de Mangueira definitivamente não está para brincadeiras. Polêmica desde o anúncio por fazer um claro protesto contra o corte de verbas realizado pela prefeitura, segundo O Globo, a escola deverá trazer uma alegoria contendo uma bunda gigante com o nome do prefeito Marcelo Crivella tatuado.

Carro da Mangueira em 1984 traz a imagem do então ministro Delfim Netto. Foto: Blog Ouro de Tolo
Carro da Mangueira em 1984 trouxe a imagem do então ministro Delfim Netto. Foto: Blog Ouro de Tolo

Escola vizinha da verde e rosa, a Paraíso do Tuiuti deverá trazer um carro alegórico representando o presidente Michel Temer como um vampiro, em cima de um saco de dinheiro, também segundo a coluna Gente Boa. O desfile da escola, que questionará a abolição da escravidão, também promete trazer um pato amarelo – em alusão ao que era usado nos protestos pelo impeachment da ex-presidente Dilma – e, segundo o Extra, também criticará a reforma trabalhista.

Em um ano cheio de desfiles com teor político e críticas sociais, a Beija-flor, cujo enredo “Monstro é aquele que não sabe amar” fala sobre abandono e intolerância à diversidade, não deve seguir a tendência das agremiações de São Cristóvão. A diretoria da azul e branco teria orientado a comissão de carnaval a não representar figuras públicas e políticos de forma explícita.