Crítica: Man of the Woods, o novo álbum de Justin Timberlake

Álbum intimista é o mais diversificado entre as obras do artista

Crítica: Man of the Woods, o novo álbum de Justin Timberlake
Foto: Divulgação

Do ‘N Sync  a carreira solo, do pop ao R&B, Justin Timberlake sempre passeou entre os ritmos e fez músicas de qualidade acontecer. Em seu novo álbum, Man of the Woods, é possível ver todas essas mudanças de ritmo, juntamente com novas outras faces do cantor, em 16 faixas diferentes umas das outras, mas que parecem ter casado bem juntas.

A capa do CD já fala bastante sobre o interior dele: metade do Justin Timberlake que já conhecemos e metade do que ele é em essência. Nascido e criado em Memphis, Tennessee, o artista finalmente decidiu mostrar um pouco de suas raízes e trouxe música de qualidade como ‘Say Something’, com a participação solene de Chris Stapleton.

Outras músicas como The Hard Stuff, Morning Light, Flannel e Young Man, revelam a intimidade do dia-a-dia do cantor. Desde uma carta ao seu filho Silas, a uma interlude chamada Hers, com voz da sua esposa Jessica Biel, demonstram bem sobre o relacionamento deles e marca uma virada de ritmo dentro da obra. As músicas citadas são calmas e nada dançantes, mas de muita qualidade. Morning Light têm destaque especial por conta da participação de Alicia Keys. Quando se ouve a faixa é possível se perguntar porque os dois cantores ainda não tinham tido a ideia de cantarem juntos.

Para quem gosta mesmo é de se remexer e sente de alguma forma saudades do The 20/20 experience, Higher Higher e Breeze of the Pond são duas das faixas que me lembraram do antigo CD por conta dos ritmos e batidas ali contidos. As melhores músicas do CD são Sauce e Midnight Summer Jam. Wave caiu no gosto dos fãs, mas pareceu uma música um tanto repetitiva, embora com um ritmo envolvente.

Supplies parece que será o single injustiçado desse CD, pois tem qualidade, mas as pessoas não abraçaram. A também já conhecida Filthy pareceu ser uma boa ideia, mas se perdeu um pouco na mistura de sons, que por muitas vezes sobrepõe a voz do cantor de uma maneira não agradável.

Montana foi uma das músicas melhor trabalhada. É dançante como o público em geral do cantor pede, mas traz batidas novas que em momentos até lembra Daft Punk. Já Livin’ off the Land é uma música bem final de CD, mas faria falta se não tivesse entrado.

Man of the Woods, a canção que leva o nome do CD, é uma música bastante cativante e demonstrou para que o CD foi feito. Ele claramente não será aclamado por quem não esperava uma mudança, está preso somente ao pop que o cantor já fez ou mesmo queria um country puro, mas pode ser um CD bom e divertido de se ouvir para quem deseja conhecer a outra face do homem e cantor Justin Timberlake: a face do menino de Tennessee.

Nota: 8,9