Guia CarnaVAVEL: saiba tudo sobre o desfile do Grupo Especial do Rio

Escolas estão na reta final para o tão esperado dia. Algumas já começaram a distribuir suas fantasias entre os componentes

Guia CarnaVAVEL: saiba tudo sobre o desfile do Grupo Especial do Rio
Foto: VAVEL Brasil

Falta pouco para o tão aguardado desfile das escola de samba do Grupo Especial do Rio. Neste momento, as agremiações estão se preparando para as entregas das fantasias para seus componentes. E você sabe como será o desfile da sua escola? Tem ideia de como está o barracão? Quais surpresas os carnavalescos podem aprontar na Sapucaí em 2018?

Pensando nisso, a VAVEL Brasil preparou um guia completo com tudo que deve acontecer nos dias 11 e 12 de fevereiro na Marquês de Sapucaí. Confira abaixo o Guia CarnaVAVEL do Grupo Especial do Rio. Veja também nossos guias da Série A e do Grupo Especial de São Paulo.  

Domingo, 11:

Império Serrano

De fato, nenhum fã de carnaval esqueceu a força do Império Serrano, mas já sentiam falta de vê-lo desfilar nos domingos e segundas de carnaval. A tradição reencontrou seu lugar, e a hora enfim chegou: depois de oito anos desfilando na Série A, a comunidade do Morro da Serrinha retorna ao Grupo Especial para “matar a saudade”, como diz o verso de seu samba. Apesar disso, a escola enfrenta o velho problema das agremiações que vem do grupo de acesso e não conseguem se manter no especial. Para piorar, por conta do não rebaixamento de nenhuma escola em 2017, duas irão para a Série A em 2019. ​Briga para não cair.

São Clemente

Engana-se quem pensa que o desfile da São Clemente sobre a Escola de Belas Artes irá inundar a avenida com uma estética rebuscada e pouco inteligível. O ‘Academicamente Popular’ do estreante Jorge Silveira pretende ser bastante interativo e literal, como pede a estética atual do carnaval. Briga para voltar nas campeãs. 

Unidos de Vila Isabel

A escola espera fazer diferente do que nos últimos anos. A escola não participa do desfile das campeãs desde 2013. Com o aporte financeiro de um patrocinador e a ousadia de Paulo Barros, o desfile deve impressionar os amantes de Carnaval. Nos bastidores, comenta-se que muitas surpressas irão chamar a atenção do público. O desfile realmente contará a história da evolução tecnológica: a criação dos carros, o advento da internet... No fim, será focado no que a humanidade pode esperar do futuro. Paulo Barros fez questão de iniciar a entrega das fantasias antes do que nos anos anteriores quando a escola teve problemas de alas que pegaram a fantasia no dia do desfile. Briga pelo título. 

Paraíso do Tuiuti

Tuiuti desfilará críticas a reforma trabalhista, 'manifestantes fantoches' e vampiro com faixa presidencial. Escola dirá na avenida que escravidão ainda persiste na relação entre patrões e empregados. Mas o carnavalesco Jack Vasconcelos optou por uma abordagem diferente para um assunto que já foi muito abordado na Sapucaí. A Paraíso do Tuiuti vai para a avenida este ano com o objetivo de mostrar que a história da escravidão ainda não acabou no Brasil e não vai abrir mão de tocar em temas polêmicos do noticiário político atual. Briga para não cair.

Acadêmicos do Grande Rio

A Marques de Sapucaí vai receber o verdadeiro Cassino do Chacrinha. Com a presença das mais belas chacretes, dos jurados e do apresentador José Abelardo Barbosa de Medeiros, o Chacrinha, a Grande Rio se prepara para fazer a festa. Conhecido por seus programas na televisão e na Rádio, Abelardo Barbosa fez grande sucesso nos anos 1950 e 1980 com seus programas de auditório. Com seus shows de calouros, a visão de programa de auditório mudou pra sempre. Mas será que em 2018 a história de um dos maiores comunicadores do Brasil vai dar samba? Como já dizia o Velho Guerreiro “Quem não comunica, se trumbica”. ​Briga para voltar nas campeãs.

Mangueira

Detentora de 19 títulos, a Verde e Rosa só fica atrás da Portela, atual campeã do Carnaval e dona de 22 troféus. Neste ano, comandada pela terceira vez consecutiva pelo carnavalesco Leandro Vieira, a Mangueira vai à Sapucaí cantando e contando o enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro eu brinco”. O enredo proposto pelo jovem carnavalesco Leandro Vieira parece ter a intenção de além do protesto contra o corte de verbas ao Carnaval, mas sim resgatar a alegria e o espírito carnavalesco. Unir povos multidões. Aliás como dizia o hino de 1994: “Atrás da Verde e Rosa só não vai quem já morreu”.  Na corrente contra o retrocesso e a marginalização do samba, a Mangueira soltará seu grito em forma de pedido: “Chegou a hora de mudar, erguer a bandeira do SAMBA”.  Briga pelo título.

Mocidade Independente de Padre Miguel

A escola de Padre Miguel busca seu bicampeonato saindo do norte africano e desembarcando no segundo país mais populoso do mundo: A Índia. O enredo "Namastê… A estrela que habita em mim saúda a que existe em você" é a esperança de mais um show na avenida com uma imersão completa ao país com população superior a 1 bilhão de habitantes e cultura riquíssima e conhecida mundialmente. A escola espera repetir o bom desfile de 2017 e tem como trunfo seu samba-enredo. Na passagem de luz e som no Sambódromo ficou nítido que a composição é uma das três melhores do ano. Favorita ao título.

Segunda, 12:

Unidos da Tijuca

A escola levará para a Sapucaí um enredo para homenagear um mestre das artes: Miguel Falabella. Ator, autor, diretor, apresentador, o homenageado é um artista multimídia. Com mais de 30 anos de carreira, Miguel se consagrou no campo celeste do humor por suas criações repletas de referências aos dilemas da sociedade brasileira. Com um enredo cultural, criativo e alegre, o carnavalesco Hélcio Paim, disse que vai abordar a trajetória de Falabella, desde a sua infância na Ilha, passando pela TV, pelo teatro e até mesmo pelo Carnaval – Miguel já foi carnavalesco, jurado e desfilou por mais de 20 anos em agremiações. A agremiação do Borel espera fazer um grande Carnaval. Seu ponto alto é o intérprete Tinga uma das grandes vozes do Carnaval Carioca. Briga para voltar nas campeãs. 

Portela

Com o enredo "De repente de lá pra cá e dirrepente daqui pra lá", a Portela vai levar para a Sapucaí a história dos judeus que deixaram a Europa durante a Inquisição, se estabeleceram no Nordeste do Brasil e, depois da expulsão dos holandeses, em 1654, foram para a América do Norte. No caso, para Nova York, ainda chamada de Nova Amsterdã. Com um samba mais leve que o do ano passado, a Portela junto da sua carnavalesca tem a responsabilidade de manter o alto nível de desfiles dos últimos anos. Briga pelo título.

União da Ilha

Em 2018, a escola da Ilha do Governador abordará o tema intitulado de "BRASIL BOM DE BOCA" pelo carnavalesco Severo Luzardo Filho. O enredo promete falar da relação do brasileiro com os pratos típicos de sua região. A escola vai desfilar com dezenas de chefs e quituteiras da Feira das Yabás. Chefs dizem que na escola de samba como na cozinha é preciso organização, disciplina e bom gosto. Briga para voltar nas campeãs.

Salgueiro

O desfile será uma exaltação à força das mulheres negras na história da humanidade, da rainha de Sabá às quituteiras negras da Bahia. Pioneira ao apresentar enredos com temática negra nos desfiles, ainda na década de 1960, a Academia do Samba sabe que estará confortável com “Senhoras do Ventre do Mundo”, enredo elaborado por carnavalesco Alex de Souza. Briga pelo título.

Imperatriz Leopoldinense

Tradicionalmente íntima dos livros de História do Brasil, a Imperatriz levará à Marquês de Sapucaí um enredo clássico e didático, com a sua cara. Este ano, o enredo Uma Noite Real no Museu Nacional homenageia o museu instalado na Quinta da Boa Vista, na zona norte do Rio. Criado por dom João VI em junho de 1818, ainda com o nome de Museu Real, o Museu Nacional é a mais antiga instituição científica do Brasil e o maior centro de visitação sobre história natural e antropológica da América Latina. Volta nas campeãs.

Beija-Flor de Nilópolis

Com um enredo altamente politizado, a azul e branca de Nilópolis promete usar a estória do filho abandonado pelo próprio pai para subverter nossas visões de mundo e sacudir a Marquês de Sapucaí. Ao afirmar que “Monstro é aquele que não sabe amar”, levanta bandeira contra o abandono e propõe uma reflexão do que seria a verdadeira monstruosidade: nossa incapacidade de lidar com o diferente. Favorita ao título.