Isner valoriza Anderson após perder exaustiva semifinal em Londres: "Não me deixou respirar"

Estadunidense perde partida épica para sul-africano Kevin Anderson em Londres e fala dos esforços que teve que fazer para reencontrar seu melhor tênis após 6h40 de embate na grama sagrada do All England Club

John Isner, após perder sua semifinal contra Kevin Anderson, que, para muitos parecia que fosse ser o duelo mais complicado dessa perna de Wimbledon, se mostrou muito emocionante e cansado por estar reencontrando suas melhores atuações no circuito da ATP. Após fazer um primeiro set duro e longo por 7/6 para sul-africano, o americano lutou e levou os dois sets seguintes por 7/6, mas deixou o sul-africano se recuperar e levar o quarto set por 6/4.

O quinto foi épico e com uma virada espetacular, Anderson levou ele por 26/24 contra o número dez do mundo após 6h36 de batalha. Entretanto, em coletiva de imprensa, Isner afirmou que, em momento algum estava tranquilo na quadra central de Wimbledon, em Londres. Pelo contrário: afirmou que, apesar de estar jogando o seu melhor tênis nesse ano, sentiu-se sempre muito pressionado pelo sul-africano, que não desistia da partida em momento algum.

"Ele [Kevin Anderson] elevou seu nível no jogo quando pode, e não me deixou respirar e nem para pensar em ser mais agressivo. Fui obrigado a ser mais intenso e competir na luta com o meu melhor jogo, sempre sendo exigido, mas, por azar, meu lado mais guerreiro não prevaleceu hoje na partida", admitiu Isner quando perguntado sobre sua intensidade e agressividade no jogo.

Quando questionado sobre como se sentia sobre o fato de ter sido acuado o tempo todo pela maior regularidade e consistência de Anderson numa semifinal tão importante como essa, Isner encarou o fato de maneira positiva e com pouca preocupação, evidenciando sua melhora no jogo durante o transcorrer da partida em Londres.

"Obviamente, ser acuado numa semifinal de Wimbledon é muito desgastante. Poucos jogadores chegam a este tipo de partida e querem se entregar ou perder o foco deixando um sonho ir embora. Então, o fato de eu ter ficado disperso e lento na hora de ler melhor suas jogadas na partida, não me ajudou a vencer e voltar a estar na frente de novo e chegar a final, me deixa muito pensativa. Fiquei com receio mas não preocupado que isso pudesse afetar o meu mental no jogo. Mas vamos lá, né?", afirmou em análise madura da sua performance de hoje.

Isner, em sua última pergunta, ressaltou de novo a importância de todos que o circundam esses anos todos de sua formação e que a ajudam na sua evolução como tenista nos últimos anos, como seu treinador, sua esposa, entre tantos outros que fazem dele ainda um veterano de destaque no circuito da ATP.

"Para vencer, estou aprendendo o que devo fazer para estar no meu melhor sempre. Minha mulher, meu coach (Justin Gimelstob), sempre enfatizaram isso para mim. Agora nessa minha última etapa da minha carreira, com Justin [Gimesltob], o foco é evoluir o meu jogo em todos os fundamentos possíveis e sempre mapear meus erros para poder progredir. Essa é a prioridade agora. É ótimo que eu seja número 19, 10, 6, mas o mais importante agora é refletir, descansar e fazer meu jogo galgar mais um degrau para ter uma temporada melhor na quadra rápida do que tive em 2017", declarou o vencedor do Miami Open dessa ano.