Ex-top 15, Aravane Rezai critica métodos de antigo técnico Patrick
Mouratoglou: “Era como uma prisão”
Foto: Divulgação/WTA

A ex-top 15 da WTA, Aravane Rezai resolveu abrir o jogo sobre a relação com seu antigo técnico Patrick Mouratoglou. Em entrevista ao jornal espanhol ‘Punto de Break’, a francesa de 33 anos revelou que passou muito estresse pela pressão que sofria e que os treinamentos eram como uma prisão.

Mouratoglou é hoje o atual técnico de Serena Williams e Stefanos Tsitsipas. Seu trabalho com Rezai se iniciou em 2009 e teve resultados rápidos. Um ano depois, a tenista já conquistou aquele que seria seu título de maior expressão: o WTA Premier de Madrid, na Espanha.

Ainda assim, o sucesso custou caro. No aniversário de uma década da sua maior conquista, a jogadora diz que se sentiu sufocada pela cobrança do técnico na ocasião.

Ele me colocou uma enorme pressão para ganhar aquele torneio. Eu não podia me descontrair por nenhum momento, nem pegar meu celular ou sair para fazer compras. Eu acordava todo dia às seis horas da manhã para correr durante duas horas antes mesmo do treino começar”, revelou.

A parceria entre os dois acabaria ainda naquele mesmo ano. Para Rezai, não era possível continuar mais. Ela comenta que Mouratoglou é apaixonado por tênis e um ótimo empreendedor, mas não foi bom um técnico.

Você percebe que ele se importa muito com o jogo e entende de como analisá-lo. Porém, minha saúde mental ficava de lado. Pessoas próximas a mim até o chamaram para conversar, mas ele confirmou que não se importa com isso”.

O caso da tenista francesa se tornava ainda mais complicado por conta do envolvimento do pai. Foi através dele que ela conheceu o treinador greco-francês. A comunicação entre os dois sempre foi conturbada e isso se refletia muitas vezes em quadra, mas o técnico não fazia nada para ajudar.

Ele (Mouratoglou) me via a brigar com meu pai e ficava apenas assistindo. Isso não é correto; deixar uma pessoa ainda jovem, como eu era, sozinha nessas situações”, disse.

Rezai ainda comentou sobre seu relacionamento familiar. “Eu deixei de falar com a minha família. Afastei-me deles pois estavam me destruindo. Precisava me respeitar, e descansar. Passei por uma depressão profunda, me isolei e deixei de treinar. Hoje em dia, sou uma pessoa melhor, diferente, com amigas que são a minha verdadeira família. Quero que as pessoas conheçam esta Aravane, e não a antiga”.

Aos 33 anos, a tenista francesa segue no circuito, mas com poucos torneios disputados desde 2013. Sua última competição foi em julho do ano passado, no ITF de Contrexeville, na França. Ela saiu ainda na primeira rodada após derrota para a russa Sofya Lansere.

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