Planos para realização deste ano do US Open envolvem portões fechados, testes para Covid-19 e possível redução de sets
Foto: Divulgação/US Open

A administração do US Open segue com a ideia do evento acontecer esse ano. Mesmo com o circuito ainda parado por conta da quarentena, os organizadores estão confiantes de que o torneio ocorra em agosto conforme planejado e diversas iniciativas estão sendo pensadas para tornar isso possível.

Stacey Allaster, antiga presidente da WTA e atual diretora executiva da USTA (Federação norte-americana de Tênis), declarou em entrevista à Associated Press que nada foi decidido ainda, mas que uma série de medidas estão mapeadas para fazer o torneio acontecer da maneira mais segura possível.

Ainda não tomamos quaisquer decisões, mas temos uma série de ideias que serão amadurecidas nos próximos dias. Continuamos com a missão e o foco de realizar o torneio na data e local habitual (...) Todos estaremos de acordo em três princípios fundamentais: defender a segurança dos atletas, evitar a propagação e seguir as leis e recomendações locais. O objetivo principal das medidas que vamos tomar é de reduzir os riscos”.

Allaster comentou sobre algumas das iniciativas que devem ser feitas. Entre elas, está uma possível redução em número de sets nos jogos masculinos, testes de saúde e mudanças no corpo de árbitros, apanha-bolas e até da comissão técnica dos tenistas. A medida de portões fechados já está confirmada, caso o evento ocorra.

- Sobre a redução de sets: “Ainda não foi discutida a possibilidade de reduzir as partidas masculinas para melhor de três sets. Se os jogadores disserem que é algo que faz sentido numa altura destas, consideraremos. Nada será decidido de forma unilateral”.

- Exames médicos: “Antes de viajarem para Nova Iorque, os jogadores terão de apresentar a prova de um teste negativo. Assim que entrarem no nosso complexo, farão verificações diárias de temperatura e outros testes adicionais”.

- Voos dos jogadores: “Paris, Viena, Frankfurt, Buenos Aires e Dubai são as cidades das quais os jogadores poderão pegar voos diretos para o aeroporto JF Kennedy, sendo depois transportados para os hotéis do torneio (serão menos e mais centralizados). Os voos charter aplicam-se também no regresso à Europa para os torneios seguintes (Roma, Madrid ou Paris).”.

- Comitiva dos tenistas: “Trazer seis, sete ou oito acompanhantes é algo que não deve fazer parte dos planos dos jogadores. O torneio oferece fisioterapeuta para que não tenham de viajar com um”.

- Árbitros: “Os jogos poderão ter menos juízes de linha do que é habitual, confiando mais na tecnologia para situações de dúvida”.

- Gandulas. “A ideia é que possamos tê-los na mesma quantidade, mas apenas adultos. Não prevemos ter qualquer criança”.

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