A final de Grand Slam mais repetida da história: Andy Murray e Novak Djokovic decidem Roland Garros

Britânico e sérvio enfrentarão-se pela sétima vez em uma final de Grand Slam.

A final de Grand Slam mais repetida da história: Andy Murray e Novak Djokovic decidem Roland Garros
(Foto: Getty Images)
Novak Djokovic
Andy Murray

Novamente, o destino os uniu. Pela 34° vez, Novak Djokovic e Andy Murray enfrentarão-se no circuito profissional. Amigos desde os 11 anos de idade, o sérvio e o britânico terão de se encontrar pela sétima vez em uma final de Grand Slam. E, desta vez, ambos buscam um título inédito em Roland Garros, maior torneio de saibro do tênis mundial.

Com o retrospecto apontando 23-10 para o atual número um do mundo, pode-se dizer que ele leva vantagem em todos os aspectos, já que no saibro ele lidera por 3-1, e em partidas de Grand Slam, por 7-2, apesar de ter 4-2 em finais. A única coisa que pode deixar-lhe receoso é o retrospecto: já que há pouco menos de um mês atrás, Andy conquistou o Masters 1000 de Roma em cima do sérvio.

O que pode pesar a favor de Andy Murray

Realmente, o momento do número dois do mundo é empolgante. Com uma carreira de poucos títulos e muitos maus resultados no saibro, o britânico começou a empolgar na temporada 2015, quando venceu seus dois primeiros títulos no piso em Munique Madrid

Com a ajuda de Amelie Mauresmo, sua ex-treinadora, Murray evoluiu muito no piso, e, neste ano, voltou a vencer no Masters 1000 de Roma, batendo justamente Novak Djokovic na grande final, em uma partida em que ele conseguiu anular totalmente o jogo do sérvio, fato raro de ser visto.

Na grande decisão, Andy terá de ser resistente e ter grande força mental para aguentar as pancadas do líder do ranking, que já o venceu muitas vezes. Mesmo assim, a pressão de não ser o favorito é um fator que pode pesar a favor do natural de Dunblane, que buscará o seu terceiro título de Grand Slam na França.

O que pode pesar a favor de Novak Djokovic

No pior dos casos, Novak poderá pelo menos dizer que tentou novamente. Três vezes vice-campeão do torneio, o natural de Belgrado busca finalmente coroar sua carreira conquistando o único Grand Slam que o falta. 

Além de ter conquistado o título de Madrid neste ano, o sérvio também foi vice-campeão de Roma, resultado que não pode ser considerado ruim. Em Roland Garros, as coisas são diferentes, e ele poderá utilizar-se de sua maior arma: a resistência física invejável, que irá ter peso na decisão, já que Novak passou muito menos tempo em quadra no torneio do que seu oponente.

O retrospecto é o fator que pode ajudar muito a Djokovic. Com uma grande vantagem, ele pode reviver o ano passado, quando bateu o britânico na semi-final do torneio, vencendo por 6/1 no quinto set. No geral, Novak sabe exatamente como derrotar Andy, basta que ele esteja em um dia bom e consciente, em que o peso do favoritismo não afete seu jogo. 

Campanhas de Murray e Djokovic até a final

Andy Murray

R1 - 3x2 - Radek Stepanek (3/6 3/6 6/0 6/3 7/5)
R2 - 3x2 - Mathias Bourgue (6/2 2/6 4/6 6/2 6/3)
R3 - 3x0 - Ivo Karlovic (6/1 6/4 7/6 (3)
R4 - 3x0 - John Isner (7/6 (9) 6/4 6/3)
QF - 3x1 - Richard Gasquet (5/7 7/6 (3) 6/0 6/2)
SF - 3x1 - Stan Wawrinka (6/4 6/2 4/6 6/2)

Novak Djokovic

R1 - 3x0 - Yen-Hsun Lu (6/4 6/1 6/1)
R2 - 3x0 - Steve Darcis (7/5 6/3 6/4)
R3 - 3x0 - Aljaz Bedene (6/2 6/3 6/3)
R4 - 3x1 - Roberto Bautista Agut (3/6 6/4 6/1 7/5)
QF - 3x0 - Tomas Berdych (6/3 7/5 6/3)
SF - 3x0 - Dominic Thiem (6/2 6/1 6/4)

Perdendo apenas um set, o número um passou cinco horas a menos do que o britânico em quadra. 

A final de Roland Garros está marcada para as 10h da manhã desta domingo (5), horário de Brasília.