Fim de um ciclo no tênis espanhol?

Com 19 tenistas no top-200 da ATP, tendo a média de idade de 32,1 anos, e nenhum com menos de 22, se torna preocupante o futuro do tênis espanhol no cenário mundial.

Fim de um ciclo no tênis espanhol?
Photo: Getty Images

A Espanha, país o qual revelou grandes tenistas para o cenário mundial, e que conquistou a Copa Davis cinco vezes, vive uma crise de entressafra no esporte. Dos 19 tenistas espanhóis no top-200 da ATP, nenhum deles tem menos de 22 anos.

Estados Unidos, uma potência econômica e de incentivo ao esporte, conta com 27 tenistas entre os duzentos melhores do mundo, sendo nove com idade inferior aos 22 anos. Já países como a França, possuem o mesmo tanto de tenistas que a Espanha no top-200, porém quatro deles com idade entre 17 e 22 anos. O duelo entre o francês Lucas Pouille e o espanhol Rafael Nadal, no último domingo (4), válido pelas oitavas do US Open, foi a síntese do atual cenário.

O jovem francês de 22 anos, derrotou o espanhol de 30 anos por três sets a dois e avançou às quartas de um Grand Slam pela segunda vez na carreira.

Muitas críticas pelo atual momento caem sobre a Federação Espanhola de Tênis, que vem investindo pouco no esporte nos últimos cinco anos.

''A federação espanhola faz um trabalho lamentável com a escola de base'', declarou o espanhol Guillermo Alcaide, ex-jogador profissional, em 2015.

Torneios Challengers e de base são raros no território espanhol. O incentivo para jovens começaram a praticar o esporte é muito escasso, o que leva eles a desistirem ou se mudarem para outro países com Infraestrutura para isso.

"Na Espanha, se você quer ser um jogador de tênis, ou você é muito, muito bom ou você é rico.", disse Alcaide, que ainda demonstra receio dos jovens preferirem outros esportes como futebol e esquecerem o tênis.

Por enquanto, os espanhóis ainda poderão apreciar em quadra grandes tenistas em grandes torneios como David Ferrer, Nicolas Almagro e Rafael Nadal. Mas e daqui seis, sete anos? quais serão assistidos?