O impacto da volta de Juan Martín del Potro no circuito

Com vitórias sobre Novak Djokovic, Andy Murray, Stan Wawrinka e Rafael Nadal, o tenista argentino mostrou que pode surpreender

O impacto da volta de Juan Martín del Potro no circuito
O impacto da volta de Juan Martín del Potro no circuito/ Foto: Clive Brunskill/Getty Images

Medalhista de prata nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Quadrifinalista de US Open. Vitória contra o líder e o vice líder do ranking da ATP: Novak Djokovic e Andy Murray. E finalista da Copa Davis. Esses foram os feitos do tenista argentino Juan Martin del Potro em apenas seis meses de volta ao circuito da ATP.

Além de um exemplo de superação e persistência, por ter retornado em alto nível, mesmo depois de quatro cirurgias no pulso - sendo três delas somente no esquerdo, Delpo se revela um grande desafiante aos melhores do circuito, podendo lutar por títulos e - talvez - até retornar aos seus melhores dias.

Ex-número quatro do mundo e campeão de Grand Slam, o US Open de 2009, o tenista da Argentina sempre se mostrou acima da média dentro das quadras. Agressivo, com um serviço potente e um forehand avassalador - considerado por alguns especialistas como o melhor da história - Del Potro sempre deixou sua marca.

Relembre os pontos altos da temporada de Del Potro 

No ano, Juan Martín tem 23 vitórias e apenas 10 derrotas. O argentino nascido em Tandil fez sua primeira partida em fevereiro, no ATP 250 de Delray Beach, nos Estados Unidos, quando venceu o tenista da casa, Denis Kudla em sets diretos, com parciais de 6/4 e 6/1. Acabou eliminado nas semifinais pelo norte americano Sam Querrey, por duplo 7/5.

Após decepções nos primeiros torneios, Delpo voltou a uma semifinal em junho, quando disputava o ATP 250 de Stuttgart, na Alemanha. Com direito à vitórias contra o búlgaro Grigor Dimitrov e o francês Gilles Simon, Del Potro foi derrotado pelo tenista da casa, Philipp Kohlschreiber, por dois sets a zero, com parciais de 6/3 e 6/4.

Na sequência, teve início a temporada de grama e, com ela, seu primeiro Grand Slam depois de meses fora. Diante do veterano francês Stephane Robert, o tenista da Argentina não encontrou dificuldades: 6/1 7/5 e 6/0. Na segunda rodada, estava marcada sua prova de fogo: pela primeira vez enfrentaria um top 5. Em uma longa partida, Del Potro virou contra Stan Wawrinka em quatro sets, com parciais de 3/6 6/3 7/6 e 6/3, para avançar à terceira rodada de Wimbledon. Apesar da derrota para Lucas Pouille na fase seguinte, Juan Martín mostrou que estava de volta.

Um mês depois veio a disputa dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Medalhista de bronze em Londres 2012, Del Potro vinha confiante para o Brasil. Porém, logo na estreia teria um adversário quase imbatível: o número um do mundo, Novak Djokovic. Vivendo um dia de sonho, o argentino fez uma partida perfeita, pressionando o sérvio com seu forehand de precisão cirúrgica. Dessa forma, acabou vencendo depois de dois tiebreaks.

O impossível já havia sido feito. Derrotar o número um do mundo, em seu piso preferido e em um torneio de importância única. Confiante, o tenista da Argentina passou sem dificuldades por seus adversários até a semifinal, quando teve pela frente o espanhol Rafael Nadal. Em outra virada espetacular, Delpo venceu em mais de três horas de jogo, com parciais de 5/7 6/4 e 7/6. Exausto, na decisão acabou derrotado pelo escocês Andy Murray, porém, saiu com lágrimas no rosto: conquistara a inédita medalha de prata.

Semanas depois, começava o último Major da temporada, US Open. Jogando na cidade onde se consagrara em 2009, o tenista da Argentina fez grande campanha, parando nas quartas de final diante do campeão, Stan Wawrinka. Incansável, Juan Martín ainda aceitou defender sua nação pelas semifinais da Copa Davis. Fora de casa, contra a Grã Bretanha, em Glasgow, Delpo fez sua parte batendo o vice líder do ranking da ATP, Andy Murray em cinco sets, com parciais de 6/4 5/7 6/7 6/3 e 6/4. Com esse ponto importantíssimo, a Argentina se classificou à decisão.