Sem patrocínio master, como será o futuro do Tênis Brasileiro?

O que será do nosso esporte sem patrocínio? Vamos sumir do mapa ou pode ser um marco para o renascimento do esporte que já trouxe muitas alegrias ao povo brasileiro?

Sem patrocínio master, como será o futuro do Tênis Brasileiro?
Foto: Getty Images

O ano de 2016 para o tênis brasileiro reservou seus bons momentos, como Thomaz Bellucci chegando as quartas de final dos Jogos Olímpicos Rio 2016, e Bruno Soares sendo campeão do torneio de duplas do US Open e do Asutralian Open ao lado de Jamie Murray. Muitas derrotas também aconteceram na temporada, muitas eliminações de brasileiros nos abertos pelo mundo, mas a maior derrota de todas sem dúvidas foi fora de quadra, quando os Correios anunciaram que não vão mais patrocinar o Tênis Brasileiro.

A medida foi tomada porque a empresa encontra algumas dificuldades financeiras, e alega que precisa cortar gastos. Essa decisão já causou alguns efeitos, como a mudança de sede da CBT (de São Paulo para Florianópolis), e alguns contratos que foram extinguidos, atitudes que a confederação foi obrigada a tomar, devido a falta de dinheiro. Mas como vão ficar as coisas agora? Investimento na base, o pagamento dos treinadores, os jogadores, enfim, o que esperar do tênis brasileiro após esse triste capítulo?

Um acontecimento lamentável, mas que precisa ser superado por todos, a união deve falar mais alto para o bem do nosso esporte, é hora de uma boa gestão assumir essa "encrenca" e não deixar a peteca cair, pois bons valores de uma safra que vai aparecer daqui a alguns anos podem sumir, e isso é algo que o nosso esporte carece, formar jogadores sejam de top 20 no ranking em diante. Óbvio que ter talento é importante, e para estar entre os melhores é necessário ser muito bom, mas os treinamentos insistentes são muito importantes na formação de qualquer atleta. 

Por isso que o corte do patrocínio preocupa tanto, aí que entra a parte de buscar outro parceiro que dê a mesma ajuda da estatal, se não igual, mas com valores próximos, pois esse dinheiro era essencial, tanto para bancar viagens dos atletas com seus treinadores, o próprio investimento na base, enfim, uma série de coisas, uma série de indagações, que somente o tempo vai dizer qual será o futuro do Tênis Brasileiro.

Acima foi falado sobre tentar outro patrocinador para o esporte, o que é importante, mas uma notícia pode atrapalhar muito essa busca de outro apoiador, com corrupção no meio: o atual presidente da CBTJorge Lacerda virou réu e será julgado por desviar dinheiro público, que foi investido no torneio "Grand Champions Brasil 2011", evento que contou com uma verba do Ministério do Esporte. Essa não foi a primeira vez que o presidente já se envolveu em assuntos dessa natureza. No ano de 2013, a CBT - já presidida pelo Jorge - foi obrigada a devolver R$ 537 mil aos cofres públicos devido a irregularidades, e o presidente ainda foi multado em R$ 49,5 mil. Com toda essa notícia do esquema de corrupção, fica uma pergunta a você, amigo leitor: Se você tivesse uma empresa grande, você investiria em um esporte cujo a confederação tem histórico em esquemas de corrupção? Então, aí que entra algo que foi dito mais acima, é hora de entrar uma boa gestão na CBT, e na definição de boa gestão, não existe a palavra "corrupção".

Se com o patrocínio o Tênis já era abandonado, sem ele, é hora de unir forças e lutar, esse esporte que já nos deu boas alegrias e ótimos momentos não pode morrer. Sem dinheiro é complicado fazer qualquer coisa, mas uma boa adminstração ajuda muito, talvez seja a solução. Mas não há como prever isso, é esperar e ver o que o tempo nos mostrará. Vamos torcer para que o tempo nos mostre resultados que nos animem, até porque é isso que nos resta, torcer.