Nick Kyrgios, a incógnita do tênis

VAVEL faz análise da postura do tenista australiano, marcado por muitas polêmicas dentro e fora das quadras

Nick Kyrgios, a incógnita do tênis
(Foto: Reuters)

Nick Kyrgios, o tenista australiano de 21 anos, deixa uma questão na mente de muitos fãs por onde passa. Enquanto pode-se observar uma conduta polêmica em muitas partidas, é nítida a facilidade que esse tem para apresentar seu jogo.

Sua primeira grande polêmica foi na partida de oitavas de final do Masters 1000 de Toronto contra Stan Wawrinka que ocorreu em agosto de 2015. Infelizmente parece que seu jeito polêmico de ser não mudou desde então. Naquela época, a ATP o puniu com uma multa de US$ 10.000,00 por abuso verbal. Desde então, tenta-se entender o que leva um tenista a ter esse tipo de atitude. Seria falta de experiência ou um ato de desrespeito?

Djokovic deu depoimento semana passada comentando que “Estamos acostumados com isso quando o assunto é Nick Kyrgios”. O número um ainda acrescenta de que o australiano está indo bem, mas diz que tem algumas lições para aprender “Ele é relativamente novo e esperançosamente ele irá aprender”.

 Na manhã desta segunda-feira, 17, a ATP impôs multa de quase R$ 80.000,00 e suspensão de oito semanas ao tenista alegando falta de esforço durante partida contra o alemão Mischa Zverev em Xangai. Kyrgios aceitou o acordo de ter cuidado de psicólogo para reduzir sua pena para três semanas. Anteriormente voltaria às quadras somente em janeiro de 2017, mas poderá voltar em novembro de 2016.

 Ele aceitou a pena e reconheceu seus erros. Mas será que isto será o suficiente para que mude sua postura? “Seguindo a decisão da ATP, eu gostaria de usar a oportunidade para pedir desculpas por Xangai” comentou o tenista. Resta aguardar como será seu retorno. O último tenista a ser suspenso por questões comportamentais foi John McEnroe em 1987.

A questão é que não se pode deixar nunca um esportista se achar superior ao esporte. Não se pode deixar o público a se acostumar com essa postura a ponto de considerá-la algo normal. Um ato tem suas devidas consequências e a ATP não pode deixar de agir. O esporte é muito maior do que isso. É dever não deixar a essência do tênis morrer.