Australian Open 2018: Um novo Djokovic está por vir?

Com retorno de lesão, Djoko terá um Major australiano bem atípico em relação aos anteriores, sendo sombra de Federer e Nadal, e correndo por fora, para se manter como maior ganhador deste Slam

Australian Open 2018: Um novo Djokovic está por vir?
Foto: Getty Images

Novak Djokovic, nascido em 22 de maio de 1987, em Belgrado, na Sérvia, tem uma carreira consolidada e vitoriosa, sendo reconhecidamente, um dos grandes tenistas do mundo. Têm na família 2 irmãos que também jogam (Marko e Djordje), que inclusive já estiveram junto de Djoko em alguns torneios e viagens.

Atualmente dono de 30 títulos de Masters, 5 Finals da ATP, e 12 Grand Slams, Djoko possui um total de 68 títulos da ATP em sua carreira, e mais de 109 Milhões de dólares em premiações acumuladas. Tem grandes jogos e vitórias na carreira, como as 2 finais de Wimbledon sobre o suíço Roger Federer ou a final de 2012 do Australian Open sobre Rafael Nadal, a mais longa final de Slam de toda a história.



Vem para 2018 diante de uma lesão em cotovelo que o tirou do circuito por quase metade de todo 2017, e precisando mostrar que ainda pode fazer frente à Nadal, Federer e Cia.

AUSTRALIAN OPEN, MAS PODE CHAMAR DE DJOKO OPEN

Nole não precisou de muito tempo para fazer do Major australiano o seu torneio mais vencedor e favorito. Fez sua estréia em 2005 contra o russo Marat Safin, que viria a ser campeão daquela edição. No ano seguinte, perdeu novamente na estréia.

Em 2007, parou nas oitavas para o então líder do ranking mundial, Federer. E já em 2008, não apenas chegou à final batendo nomes como Lleyton Hewitt e Federer, como ganhou pela 1º vez o torneio sobre o francês Jo-Wilfried Tsonga.



Em 2009 e 2010, parou ambas as edições nas quartas do Slam. Voltou a vencer o torneio em 2011, contra Andy Murray, e seguiram outras 4 vitórias em final, contra Nadal em 2012, e novamente contra Murray em 2013, 2015 e 2016.

No ano passado, Djokovic acabou enfrentando o uzbeque Denis Istomin na 2º rodada, tendo que ir ao 5º set, sendo derrotado.

A final de 2012 teve a duração de 5h53 e superou a final mais longa de Slam até então registrada entre Mats Wilander e Ivan Lendl, jogo do US Open de 1988, que durou 4h54.

DESAFIOS PARA 2018

Nesta edição do Australian Open, o sérvio terá de lidar com um retorno de uma lesão que o deixou fora das quadras desde o final de Julho passado.

O ano de 2016, apesar de curto, já se mostrava complicado desde seu início, com jogos e resultados bem mais irregulares, teve apenas 2 títulos na temporada (Doha e Eastbourne), além de ver Nadal e Federer retornarem com jogos fortes e ganharam títulos, tendo Federer conquistado seu 19º título de Slam e Nadal o 10º troféu de Roland Garros.

Nole ainda fez uma troca de seu fornecedor de calçados (usava Adidas e agora será Asics), além de uma mudança em seu saque devido sua lesão. Talvez tenha que encontrar durante do Australian Open seu jogo pós-lesão, e isso trará uma dificuldade a mais para o sérvio repetir o feito dos atuais 1 e 2 do mundo, que justamente na Austrália, voltaram de lesão fazendo uma final de 5 sets.