Mesmo após denúncias, Banco do Brasil volta a patrocinar vôlei brasileiro
Nas últimas grandes conquistas do vôlei brasileiro em seleções, a marca do banco estatal estave presente no uniforme canarinho. O Acordo, mesmo após escândalos, foi mantido. (Foto: Divulgação/CBV)

A manutenção do patrocínio do Banco do Brasil ao vôlei brasileiro está mantido. O contrato foi celebrado após a assinatura de um aditivo entre a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e o banco, nesta segunda-feira (19). O patrocínio havia sido suspenso em dezembro do ano passado, após denúncia de supostas irregularidades.

Entre as novas medidas adotadas estão a definição de parâmetros na destinação do bônus de performance aos atletas, criação da ouvidoria da CBV e o compromisso de buscar ressarcir os valores pagos de serviços sem comprovação de execução. Segundo a assessoria de imprensa da CBV, os valores somados totalizam aproximadamente R$ 30 milhões.

A CBV assumiu junto ao banco o compromisso de que todos os itens do aditivo sejam implementados em 90 dias. A continuidade dos pagamentos previstos em contrato, retomada pela assinatura dos aditivos, garante ao voleibol a manutenção das etapas do vôlei de praia e o planejamento das seleções com vistas aos Jogos Olímpicos de 2016.

O Banco do Brasil é patrocinador da CBV desde 1991. A entidade suspendera momentaneamente os pagamentos à confederação, não repassando as quantias referentes aos meses de dezembro de 2014 e janeiro de 2015. Após o novo acordo, os dois repasses serão realizados de forma retroativa.

"A CBV nunca pensou em encerrar o patrocínio, mas tínhamos ciência de que precisávamos racionalizar gastos, melhorar o controle e uma gestão que pudesse gerar ainda mais conquistas, ainda mais desenvolvimento e ainda mais orgulho aos brasileiros. Nós temos esse compromisso não só com o Banco do Brasil, mas com nossos outros parceiros, nossos atletas, e o mais importante, o compromisso com o amante do voleibol brasileiro", afirmou o presidente da CBV, Walter Pitombo Larangeiras.

Superintendente geral da entidade, Neuri Barbieri elogiou a celebração do contrato e ressaltou o novo crédito dado pelo banco estatal.

"Uma negociação é produtiva quando os dois lados ganham. Com a continuidade, ganha a CBV, ganha o voleibol brasileiro. Esse crédito que o atual presidente recebeu é uma prova da confiança que ele possui dentro da CBV com seus filiados, também externamente com nossos parceiros", ressaltou.

VAVEL Logo