Por vaga no Mundial de Clubes, Praia Clube e Rio de Janeiro decidem o Sul-Americano
Foto: Divulgação/Praia Clube

Dez meses depois de entrarem em quadra com um título em disputa, Praia Clube e Rio de Janeiro vão travar novamente uma batalha por uma conquista. Mas se no ano passado, o troféu desejado era o da Superliga, que ficou com as cariocas, desta vez é o Campeonato Sul-Americano feminino de vôlei que salta aos olhos dos dois times.

As equipes se enfrentam neste sábado (18), às 19h, em Uberlândia, tendo chegado à decisão do torneio continental de maneira invicta. Três vitórias para cada lado, e frente a frente as atuais líderes e vice-líderes da Superliga Feminina de vôlei 2016/2017. 

Rio de Janeiro defende título e busca quarta conquista na competição

As cariocas são as atuais campeãs do Sul-Americano, tendo levado o troféu do torneio para o Rio de Janeiro nas edições de 2013, 2015 e 2016. Contra as mineiras, defendem um tabu de 21 vitórias em 21 jogos no retrospecto do confronto.

A caminhada do Rio até a final da competição não foi difícil. Na estreia, bateu o Boca Juniors-ARG por 3 sets a 0 (25/17, 25/8 e 25/8), depois de sobrar em quadra, e emendou um outro triunfo pelo mesmo placar sobre o San Martin, da Bolívia (25/16, 25/11 e 25/16). Com as duas vitórias, as cariocas avançaram para as fases finais com a liderança do Grupo B.

No cruzamento das chaves, o Rio enfrentou o segundo colocado do Grupo A, Villa Dora-ARG, na semifinal, e novamente conseguiu parciais bastante tranquilas. Com 3 sets a 0 no placar contra as argentinas, as comandadas de Bernardinho aplicaram 25/10, 25/6 e 25/16, garantindo vaga na decisão do torneio.
 
Para jogar o Sul-Americano, o Rio de Janeiro deu uma pausa na Superliga, competição na qual as cariocas lideram a tabela com sete pontos de diferença para o segundo colocado. Quem chega atrás é justamente o Praia Clube, vice-líder, com 43. O confronto pela Sul-Americano vai reeditar a final da última Superliga, que ficou com as cariocas.

A líbero Fabi, uma das peças mais experientes do elenco do Rio, mais uma vez disputa uma final pelo time e comentou o sentimento de dever cumprido até então. "Cumprimos o objetivo, que era chegar na decisão. Agora é aguardar pelo próximo jogo [outra semifinal]. Tivemos uma semana muito boa em Uberaba e agora vamos para Uberlândia para disputar mais uma decisão importante para o Rexona-Sesc”", disse.

Revanche, tabu e título inédito: ingredientes não faltam ao Praia na final do Sul-Americano

No duelo entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, que acontece no Brasil mas é válido por uma competição continental, o Praia Clube chega cheio de motivos para bater as cariocas e ficar com o título em solo mineiro. Ao sediar o Sul-Americano, o Praia não é só o anfitrião do torneio pela primeira vez, como também faz sua estreia na competição. O título diante do Rio pode coroar a primeira participação das meninas de Uberlândia na história do Sul-Americano.

O jogo desta noite é o 22º encontro oficial entre as duas equipes, cujos 21 anteriores foram vencidos pelas cariocas. Jogando em Uberlândia, o Praia terá a chance de quebrar esse tabu e logo na primeira decisão que o time faz fora do Brasil. O duelo entre as equipes que aconteceu na Superliga até agora também foi na casa do Praia, e o resultado foi 3 sets a 0 para as meninas de Bernardinho (20/25, 11/25 e 21/25).

Um mês depois, em janeiro de 2017, elas voltaram a se encontrar, mas pela semifinal da Copa do Brasil, em que o Rio venceu por 3 sets a 1 (22/25, 25/20, 25/15 e 25/15). Mais tarde, na decisão, as cariocas bateram o Minas e se sagraram campeãs do torneio.

Para chegar à sua final inédita, o Praia estreou com vitória sobre o Olympic, da Bolívia, por 3 sets a 0, anotando parciais incríveis. Foram 25/2, 25/6 e 25/6 novamente, registrando um dos placares mais largos da história do vôlei. Depois, repetiu os 3 sets a 0 contra o Villa Dora-ARG (25/15, 25/11 e 25/13) e terminou a primeira fase do Sul-Americano com a liderança do Grupo A.

Na semifinal, o Praia derrotou o San Martin, do Peru, por 3 sets a 0, (25/18, 25/23 e 25/13), e enfrenta o Rio sem ter perdido nenhum set no torneio até agora. Com um boa campanha até então, as mineiras chegam motivadas por uma revanche contra as cariocas, depois de terem perdido o título da Superliga 2015/2016 para as meninas de Bernardinho.

O título do Sul-Americano é ponte para uma participação no Mundial de Clubes de vôlei, cuja edição feminina acontece em Kobe, no Japão, entre os dias 8 e 14 de maio. A central Walewska avaliou o peso do apoio da torcida para ajudar o Praia não só a conquistar a competição continental, mas também a garantir vaga inédita no Mundial.

"È uma história, uma chance de disputar o Mundial. Estamos em casa, diante da nossa torcida, e essa torcida pode nos ajudar muito a conseguir esse título e também a vaga para o Mundial de Clubes", comentou a central.

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