Rio de Janeiro concentra forças na final da Superliga visando manutenção da hegemonia

Maior campeão com 12 títulos conquistados, equipe carioca participa da 14º final consecutiva do torneio nacional

Rio de Janeiro concentra forças na final da Superliga visando manutenção da hegemonia
Foto: Felipe de Oliveira/VAVEL Brasil

Nenhum time se acostumou a ganhar tantos títulos na Superliga Feminina quanto o Rio de janeiro. A dois dias da decisão, a equipe do técnico Bernardinho finaliza a preparação para a 14º final consecutiva. Na manhã desta terça-feira (13), em treinamento no local da finalíssima, as cariocas ajustaram os últimos detalhes para o primeiro duelo contra o Praia Clube, que acontece no próximo domingo, às 10h, na Arena Carioca 1.

Com um começo de treinamento descontraído, após leve preparação física, as meninas se dividiram em dois grupos para iniciar uma "disputa de manchete", onde o time adversário não poderia deixar a bola cair na quadra, atividade essa, corriqueira entre as equipes de vôlei. Em sequência, Bernardinho deu início ao treino de fundamentos, ataque, bloqueio, passe e saque, dando atenção maior para o último, onde o treinador fez o time variar o fundamento por diversas vezes.

Após a atividade, Bernardinho falou com a VAVEL Brasil. O treinador comentou sobre as dificuldades e a expectativa para a decisão contra o Uberlândia. "A gente espera estar com todas as jogadoras à disposição, isso já é um ponto positivo. tivemos muitas lesões ao longo da temporada. Esperamos muita dificuldade, o time do Praia é muito forte, é um grupo fisicamente muito forte. Nosso time tem uma estatura menor comparado ao delas. Nós temos uma tarefa muito árdua pela frente. Sabemos que vamos ter que jogar muito bem, dar tudo que temos para termos chance nessa final contra elas."

Ao fazer um resumo da temporada, Bernadinho frisou as lesões que atrapalharam o grupo, portanto, acredita que o segundo lugar na fase classificatória foi um bom resultado. O treinador também destacou que o Praia Clube é o favorito pela campanha na primeira fase.

"Houveram muitas lesões, a Juciely passou por três cirurgias, a Gabi veio da Seleção também tendo passado por cirurgia. A Gabiru acabou se lesionando em uma partida e ficou fora da temporada. Isso condiciona um pouco, mas ter chegado em segundo lugar na temporada não foi algo ruim, pelo contrário, foi uma boa meta alcançada, porque nós tínhamos vários times muito fortes. Além do Uberlândia tinha o Minas, o Osasco, Barureri, e nós conseguimos chegar em segundo, perto do Uberlândia, então está de bom tamanho. Foi uma temporada difícil mas alcançamos o objetivo maior que era estar na decisão. Pela campanha que fez, pela semifinal, o Uberlândia é o favorito, nós vamos ter que jogar 100% pra ter alguma chance"

Para o técnico, decidir fora de casa não chega a ser um fator que atrapalha em uma final desse porte. "Nós já jogamos final fora de casa, em campos neutros, campos diferentes. São duas partidas, uma lá e uma cá, pode ser decidido no golden set, eu acho que nesse nível o fator campo tem um peso relativo, ainda mais quando é um ginásio maior. No time e Uberlândia tem jogadoras como Fabizona, Walewska, Fernanda Garay, o aspecto do mando não é algo que infuencie."

Segundo Bernardinho, o fato da equipe ter participado de várias finais também perde o peso por conta da qualidade do adversário. "O fato de nós termos tantas finais, uma tradição ao nosso favor, cai por terra quando você pensa na tradição das jogadoras. Nós construímos uma tradição como clube, mas as jogadoras que estão lá já tem uma grande tradição. Elas trazem consigo a tradição de vitórias, títulos Olímpicos, de Superliga, a maior parte delas têm. Então nós perdemos a vantagem da tradição em função do grupo de jogadoras veteranas e vitoriosas que o Uberlândia tem."

Um das peças fundamentais no esquema do Rio de Janeiro, Drussyla ganhou a confiança do treinador e se tornou titular absoluta na temporada. A ponteira comentou a expectativa para o grande duelo de domingo. "Vai ser um jogo muito equilibrado. As duas equipes são muito fortes e tem jogadoras importantes, atletas de Seleção, acredito que será um jogo muito difícil."

A jogadora de 21 anos se tornou o trunfo do time carioca ao ajudar as companheiras a despontar para o título na temporada anterior. Drussyla afirmou que procura manter o bom nível nas partidas. "Eu penso em estudar, escutar o que ele [Bernardinho] fala e jogar, ajudar o time de alguma forma. Dependendo do momento, se algo estiver ruim. eu procuro fazer outra coisa melhor e assim ajudar o time."

 Drussyla assegurou que em uma final com dois jogos é difícil apontar um time favorito. Para a jogadora, é necessário o time carioca manter o foco independente do resultado do primeiro jogo.

"Acho que não pesa, o time delas fez uma temporada muito boa, ficou em primeiro na tabela de classificação. Em uma final, acho muito difícil falar que tem favorito. O favorito aqui é o Rio por jogar em casa, lá vai ser o Praia pelo menos motivo, acho que como são duas finais está meio dividido. Eu espero que a gente faça um bom trabalho aqui [no Rio], se ganharmos ou não é consequência do que a gente fizer no domingo, mas temos que manter o foco independente do resultado porque são dois jogos, então é muito importante manter o foco", finalizou.