Conheça Bernardinho, técnico da seleção brasileira masculina de vôlei

Assim como dentro das quadras, Bernardinho também foi vitorioso fora delas comandando a seleção masculina e principalmente a feminina, conquistando grandes títulos para a história do vôlei brasileiro

Conheça Bernardinho, técnico da seleção brasileira masculina de vôlei
Conheça Bernardinho, técnico da seleção brasileira masculina de vôlei

Bernardo Rocha de Rezende, popularmente conhecido como Bernardinho, é um ex-jogador de voleibol brasileiro, onde atuou pela seleção brasileira e viveu seu auge como atleta na década de 80. Como treinador, Bernardinho é o maior campeão da história do vôlei, acumulando mais de trinta títulos importantes em vinte anos de carreira dirigindo as seleções brasileiras feminina e masculina. 

Desde 2001 ocupa o cargo de técnico da seleção brasileira de voleibol masculino. Como treinador conquistou incríveis cinco medalhas olímpicas consecutivas: Atlanta 1996 e Sydney 2000, onde em ambas ocasiões obteve o bronze pela seleção feminina. Em Atenas 2004 sagrou-se campeão no comando da seleção masculina. Além dessas, conseguiu também duas medalhas de prata, sendo a primeira em Pequim 2008 e a segunda em Londres 2012.

Foto: Antonio Scorza/AFP/Getty Images
Foto: Antonio Scorza/AFP/Getty Images

Carreira 

Nascido em 25 de agosto de 1959, Bernardinho jogou vôlei entre 1979 a 1986, defendendo equipes do Rio de Janeiro. Neste período o agora técnico vestiu a camisa da seleção brasileira de vôlei e almeijou várias conquistas, algumas delas olímpicas. Em 1988 encerrou suas atividades em quadra para dar início à careira de treinador como assistente técnico de Bebeto de Freitas, nas Olimpíadas de Seul do mesmo ano. Dois anos depois, Bernardinho tornou-se treinador da equipe feminina do Perugia, na Itália, por dois anos. Em 1993, foi dirigido para a equipe masculina do Modena. 

Foto: Reprodução / Acervo Estadão
Foto: Reprodução / Acervo Estadão

Logo em seguida, o treinador retornou ao Brasil e, em 1994, assumiu o comando técnico da seleção feminina brasileira, niciando um de período vitorioso. Neste mesmo ano, o Brasil conquistou o vice-campeonato mundial e a medalha de ouro no Grand Prix. Em 1996, Bernardinho comandou a seleção feminina na conquista da medalha de bronze dos Jogos Olímpicos, em Atlanta, e de mais um título no Grand Prix. Em 1998, liderou o Brasil que conquistou o título sul-americano, o primeiro lugar no torneio classificatório para o Campeonato Mundial e também a medalha de bronze da Copa dos Campeões.

Em 1999, Bernardinho comandou o time na conquista da medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos, em Winnipeg. Neste mesmo ano, o Brasil conquistou a prata no Grand Prix, o ouro no Sul-Americano pela terceira vez consecutiva e a medalha de prata na Copa do Mundo. Em 2000, Bernardinho liderou o Brasil na conquista do terceiro lugar no Grand Prix e conquistou mais uma medalha olímpica: o bronze em Sidney. No Campeonato Brasileiro, a Superliga, Bernardinho tem dois títulos à frente da equipe do Rexona (97/98 e 99/00).

Depois de tantas conquistas expressivas no comando da seleção feminina, Bernardinho decidiu enfrentar um novo desafio, assumindo o comando da seleção brasileira masculina a partir de 2001. A escolha não poderia ter sido melhor. Bernardinho levou o Brasil a vitórias memoráveis, como os títulos da Liga Mundial em 2001 e 2003, o vice em 2002, além da medalha de ouro inédita do Campeonato Mundial, na Argentina, em 2002. Também conquistou o Sul-Americano em 2001 e 2003; o Torneio Ponte di Legno (2001), o Torneio Consorzio Metano de Vellecamonica (2001) e o Torneio Sei Nazioni (2002).

Em 2003, a estrela de Bernardinho brilhou mais uma vez. O técnico foi um dos responsáveis pelo título da Liga Mundial, em Madri, na Espanha, e pela conquista da Copa do Mundo, no Japão. Neste mesmo ano, o Brasil conquistou a medalha de bronze, nos Jogos Pan-Americanos, na República Dominicana.

Expectativa para o Rio 2016

Em grande parte da história do vôlei brasileiro, o treinador de 56 anos foi um dos artífices do período mais vitorioso do país na história da modalidade. Enfileirou títulos na mesma proporção em que consolidou um estilo extremamente passional, com seus gritos e reações efusivas na beira da quadra, mostrando uma dedicação total fora dela. 

Foto: Alexandre Schneider/Getty Images
Foto: Alexandre Schneider/Getty Images

O que se espera da seleção de Bernardinho para o Rio 2016 nada mais é que um reflexo do que se está escrito na história do vôlei brasileiro. Não só pelo técnico em si, mas pelos grandes nomes e promessas da modalidade que pode-se contar atualmente. Apesar disso, o próprio técnico não considera o Brasil como favorito absoluto no vôlei masculino devido ao fato de que os adversário se encontram numa grande condição por conta da excelente geração que algumas equipes possuem, algo que não deixa de ser preocupante.

O fator casa pode ser um ponto forte para a equipe de Bernardinho, já que o vôlei é um esporte enérgico, acelerado, e com a torcida empurrando, jogando junto, dará um incentivo a mais aos seus comandados. Porém, o vôlei anda vivendo uma grande pressão por ser uma modalidade que tem trazido medalhas em sua história. A expectativa por conquistá-las existe, e o fato de jogar em casa leva a tendência dessa cobrança aumentar, fazendo com que o jogador precise estar acostumado com a pressão por bons resultados.

Medalhas Olímpicas

Como jogador, Bernardinho conquistou apenas uma medalha nas Olímpiadas atuando na seleção brasileira, no ano de 1984, em Los Angeles, onde o Brasil ficou com a prata após realizar a final diante dos Estados Unidos e perder por 3 sets a 0 (15-6/15-6/15-7).

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Já sob o comando da seleção feminina, o técnico conseguiu duas medalhas de bronze, uma em 1996 nos Jogos Olímpicos de Atlanta, e outra em Sydney, em 2000. Na seleção masculina, Bernardinho conquistou a prata nas Olimpíadas de Pequim em 2008 e também nas Olimpíadas de Londres, em 2012.

Foto: Reprodução/Reuters
Foto: Reprodução/Reuters