Rumo à Olimpíada: seleção masculina de Vôlei dos Estados Unidos

Campeões da Copa do Mundo de Vôlei masculina, os Estados Unidos querem o quarto ouro na modalidade

Rumo à Olimpíada: seleção masculina de Vôlei dos Estados Unidos
(Foto: FIVB.org)

Segundo país que mais venceu medalhas de ouro na disputa do voleibol masculino nos Jogos Olímpicos, os norte-americanos vêm ao Brasil decididos a subir novamente no lugar mais alto do pódio. Atualmente, os Estados Unidos têm três medalhas de ouro, conquistadas nos Jogos de 1984 em Los Angeles, 1988 em Seul e 2008 em Pequim, e uma de bronze, atrás apenas da União Soviética, que tem três ouros, duas pratas e um bronze. No total de medalhas conquistadas na modalidade, os norte-americanos ainda estão atrás dos soviéticos, do Brasil e da Itália.

Quatro jogadores convocados para os Jogos Olímpicos Rio 2016 já tiveram a experiência de disputar uma Olimpíada: o oposto Matt Anderson e o central David Smith estiveram nos Jogos Olímpicos de 2012 em Londres, já o central David Lee esteve na Inglaterra e 2008 em Pequim, enquanto o ponteiro Reid Priddy (na foto, camisa 8) de 38 anos esteve nas duas anteriores e 2004 em Atenas.

Em compensação, dez dos doze jogadores que estarão presentes nos Jogos Olímpicos faziam parte da equipe que conquistou a Copa do Mundo de Vôlei no ano passado. Os ponteiros Reid Priddy e Thomas Jaeschke são os únicos jogadores que não participaram da conquista no Japão.

(Foto: Volei.org)
(Foto: Volei.org)

Título da Copa do Mundo após hiato de 30 anos e classificação para os Jogos Olímpicos

Vice-campeões da Copa dos Campeões da NORCECA vencida pelo Canadá, os Estados Unidos foram à Copa do Mundo de Vôlei de 2015 dispostos a melhorar a sexta posição conquistada na Copa do Mundo anterior, disputada em 2011. Na primeira fase os norte-americanos tiveram um desempenho impecável, com cinco vitórias em cinco jogos, e apenas um set perdido para o Japão. Outro bom desempenho na segunda fase, com três vitórias em três jogos, e novamente apenas um set perdido, desta vez na partida contra o Irã. Já na terceira e última fase veio a primeira e única derrota na competição: 3 sets a 1 para a Polônia, atual campeã. Após retomar o caminho das vitórias contra a Rússia, os norte-americanos garantiram o segundo título da Copa do Mundo de Vôlei ao vencerem a Argentina por 3 sets a 1. Os Estados Unidos não venciam a competição há exatos 30 anos e com a conquista, garantiram presença nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

(Foto: Volleywood.net)
(Foto: Volleywood.net)

Da depressão ao prêmio de melhor jogador da Copa do Mundo

O oposto Matt Anderson tem 29 anos e vai disputar no Rio de Janeiro a sua segunda Olimpíada. Nascido em Nova Iorque, Anderson está no Zenit Kazan, da Rússia, desde 2012, após dois anos na Itália e outros dois na Coréia do Sul. Em outubro de 2014, o oposto que também pode jogar como ponteiro finalizou seu contrato com o clube russo e deu uma pausa na carreira por causa de depressão e da distância de sua família. Após dois meses parado, Matt Anderson retomou o contrato com o Zenit Kazan e voltou ainda melhor do que antes. Desde o retorno aos ginásios foram dois títulos da Liga dos Campeões da Europa, um do campeonato russo e a Copa do Mundo de 2015 pelos Estados Unidos.

No total pela equipe russa, o atleta já venceu três Liga dos Campeões da Europa e outros três títulos do campeonato nacional. Com a seleção norte-americana já conquistou a Liga Mundial de Volêi em 2014, além do título da Copa do Mundo em 2015. Na última conquista pelo país, Matt Anderson foi eleito o MVP da competição. Nos Estados Unidos, Anderson já foi escolhido o melhor jogador do ano em três oportunidades: 2012, 2013 e 2015.

John Speraw: da UCLA para a seleção de seu país

O treinador John Speraw tem 44 anos e seu envolvimento com a seleção norte-americana não começou em março de 2013, quando foi nomeado para o cargo de técnico da equipe. Speraw foi assistente técnico da seleção de seu país nos Jogos Olímpicos de 2008 em Pequim, quando os Estados Unidos conquistaram a medalha de ouro sobre o Brasil, e em 2012 em Londres. O treinador ainda foi assistente nos Jogos Pan-Americanos de 2011 em Guadalajara e comandou seleções de base no país em 2004 e 2005. Na Liga Mundial de 2012, Speraw chegou a comandar a seleção americana, pois o técnico Alan Knipe foi obrigado a se afastar do cargo por uma emergência familiar. Na competição, a seleção norte-americana alcançou a medalha de prata.

Formado na UCLA em microbiologia e genética molecular, John Speraw trabalhou como assistente voluntário até ser efetivado na função. Em junho de 2012 assumiu como treinador na universidade, função que exerce até hoje ao mesmo tempo em que treina a seleção norte-americana. À frente da seleção de seu país, John Speraw já conquistou a Liga Mundial em 2014 e a Copa do Mundo em 2015.

Em junho de 2016, John Speraw renovou seu contrato com a seleção norte-americana até os Jogos de Tóquio 2020. O treinador fez apenas uma exigência à Federação de Voleibol dos Estados: seguir no comando técnico do time de voleibol da UCLA.

(Foto: WorldLeague.2015.FIVB.com)
(Foto: WorldLeague.2015.FIVB.com)