Emanuel, 13º brasileiro no Hall da Fama do Vôlei

Atleta recebeu homenagem nos Estados Unidos nesse sábado pelo ingresso no grupo seleto de voleibolistas

Emanuel, 13º brasileiro no Hall da Fama do Vôlei
Foto: Divulgação/CBV

Emanuel Fernando Scheffer Rego, o 13º nome brasileiro no Hall da Fama do Voleibol. Com muito orgulho e honra, nesse sábado (22), em Holyoke, Massachusetts, nos Estados Unidos, um vitorioso jogador assina seu nome na história do esporte.

O curitibano recebeu a informação em junho que por unanimidade ele havia sido indicado pelo Conselho de Diretores do International Volleyball Hall of Fame, criado em 1985. De contínuo, nessa noite, Emanuel ingressou no seleto grupo do vôlei. Além do brasileiro, foram homenageados o sérvio Nikola Grbic (vôlei de quadra); o técnico coreano Man-Bok Park, e as americanas Misty May-Treanor (vôlei de praia) e Danielle Scott-Arruda (vôlei de quadra).

O ex-jogador de vôlei de praia se aposentou das areias este ano e agora é um dos presidentes da Comissão de Atletas da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Foram três décadas de muitas conquistas até o último campeonato, o Grand Slam do Rio de Janeiro, em março. O atleta participou de cinco Jogos Olímpicos e conquistou três medalhas.

No evento de premiação, Emanuel foi apresentado pelo CEO da CBV, Ricardo Trade. O campeão iniciou o discurso em inglês, mas preferiu continuar sua fala em português para seus filhos Matheus e Lukas entendem a mensagem que o pai passava.  

O jogador brasileiro se emocionou ao lembrar-se da trajetória pessoal que permeia evolução do vôlei de praia. Emanuel é um dos grandes vencedores do país, quebrou recorde e esteve presente desde a primeira edição do Circuito Brasileiro.

O vôlei de praia é alguém que me ajudou a ser um profissional realizado. Volto no tempo e vejo aquele garoto franzino, que chamava de espeto, brincando de vôlei ao lado de outro garoto, também magricelo e chamado graveto. Éramos dois jovens, fantasiantes de que aquela brincadeira de final de semana pudesse um dia virar algo mais sério (...) Estive junto com o esporte, com a bola debaixo do meu braço e com os pés na areia. Em todos os momentos, dos menos glamourosos aos mais importantes, eu vi e vivi tudo”.

Foto: Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução/Facebook

Assim como Emanuel, outros doze atletas fazem parte do Hall da fama do Vôlei. Os nomes de Adriana Behar, Ana Moser, Bebeto de Freitas, Bernard Rajzman, Carlos Arthur Nuzman, Helia Souza (Fofão), Jackie Silva, Maurício Lima, Nalbert Bitencourt, Renan Dal Zotto, Sandra Pires e Shelda foram imortalizados na lista.

Um ouro em Atenas 2004 e bronze em Pequim 2008, com a dupla formada com Ricardo. Em Londres, 2012, a prata veio ao lado de Alison. Para Rio 2016, voltou a parceria com Ricardo, porém não conseguiram a classificação. Porém 2016, havia reservado um grande prêmio ao fim de carreira, o ingresso no Hall da Fama que apenas a partir de 1998 começou a aceitar atletas de fora dos EUA, cuja seleção é feita a partir dos votos dos membros atuais.

“Agradeço muito essa indicação. Estar no  Hall da Fama é a coroação de uma carreira, de minha vida. É o reconhecimento que fecha com chave de ouro uma trajetória de muita intensidade, muito suor, muita dedicação, muita entrega e muita paixão. Agora não me falta mais nada. Muito obrigado”.