"Quando cheguei ao Sesc não foi para montar só um time de vôlei", técnico Giovane assume um projeto além do esporte

Campeão, experiente e treinador, treinador assumiu o tão esperado time de vôlei masculino do Rio de Janeiro e almeja altos voos

"Quando cheguei ao Sesc não foi para montar só um time de vôlei", técnico Giovane assume um projeto além do esporte
Foto: Aloar Filho/ Sesc-RJ

A vida é feita de novas metas e desafios. Como jogador, Giovane Gávio teve muitos títulos, entre eles, duas conquistas olímpicas, em Barcelona, 1992, e em Atenas, 2004. Em sua trajetória como técnico de vôlei, o caminho não tem sido diferente, porém, novos projetos o encantam.

No sábado (19), o time comandado por ele, Sesc-RJ, venceu o Botafogo por 3 sets a 1 e ergueu o primeiro troféu de campeão estadual de sua ainda pequena história. O time de vôlei masculino do Rio de Janeiro é definido por Giovane como um sonho realizado.

A gente está numa instituição que tem como vocação servir e transformar a vida das pessoas para o bem. Eu acho que o esporte tem essa responsabilidade e esse papel de ensinar a juventude valores que servem para o resto da vida, ganhar, perder, respeitar regras e os mestres, e assim outros e tantos valores e aprendizados que se tem dentro da quadra. Esse time e projeto foram montados pensando nisso. Um time de alto rendimento que vai buscar títulos como o de hoje, mas que vai servir de espelho e inspiração para garotada que está começando e com o tempo a gente quer ter nas unidades do Sesc milhares de pessoas e jovens praticando o vôlei e outras modalidades, porque a gente acredita nisso. Eu quando cheguei ao Sesc não foi para montar só um time de vôlei, foi para montar um projeto que tem um cunho de transformação forte e esse é um ambiente muito bacana para a gente conseguir”, disse Giovane, emocionado.

Ciente de toda responsabilidade, o ex-jogador abraçou a causa e segue em frente preparando os jogadores tecnicamente e psicologicamente. “Eu gosto é que eles tenham a consciência que eles podem elevar os parâmetros para que seja sempre o melhor deles. Nosso dia a dia é em cima disso. Dá um pouco de trabalho, mas além de tudo é preciso acreditar nas pessoas, para que sejam atletas melhores, profissionais melhores”.

Foto: Aloar Filho/Sesc-RJ
Foto: Aloar Filho/Sesc-RJ

Analisando o jogo da final diante o Botafogo, o técnico apontou como uma das melhores partidas disputadas até então. O Sesc-RJ já fez uma sequência de amistosos e disputou a Taça de Prata conseguindo a classificação para Superliga B.

Nós já jogamos com o Botafogo quatro ou cinco vezes e essa foi uma das melhores partidas que já fizeram, impuseram ritmo e dificuldade. Em função disso a gente tem que continuar trabalhando, o nosso melhor. A equipe mostrou em alguns momentos bom nível, mas sofreu um pouco, então esses altos e baixos pode ser por causa do primeiro título, da primeira final que tem um componente forte. Mas é preciso trabalhar para não passar com isso. As finais são emocionalmente diferentes".

"As finais são emocionalmente diferentes", afirmou Giovane, com toda sua experiência no vôlei

Experiente, Giovane arriscou uma previsão pensando no principal objetivo da temporada 2016/2017. Para ele, as duas equipes cariocas são qualificadas e tem condições de disputarem a decisão da Superliga B, assim, essa final serviu como um bom teste. “Provavelmente pode ser que seja a final da Superliga B. Não quero criar nenhuma expectativa, nem dizer que os outros não tenham nenhumas condições, o campeonato é longo, mas as chances são grandes. Vamos nos encontrar de novo no começo. Sempre buscando o nosso melhor”.

Provavelmente pode ser que seja a final da Superliga B", o técnico do Sesc-RJ prevê disputa direta com o Botafogo

Após o título de campeão estadual, a felicidade foi enorme para toda a equipe, mas não há muito tempo de comemoração, pois na fala dos jogadores e do técnico, só se escuta: classificar para Superliga A. O caminho é árduo, é preciso trabalho intenso, cuidado com os detalhes e respeitar os adversários.

Esse é nosso principal objetivo da temporada, classificar para Superliga A. Então a gente tem que fazer a final da Superliga B. Nos próximos dias a gente deve estar recebendo o calendário dos jogos, mas com certeza os jogos vão ser janeiro, fevereiro e março, então a gente vai fazer um recomeço, uma preparação física e técnica diferente visando esses últimos quatro, cinco meses que serão decisivos para a gente. De certa forma, eu já vejo o time muito objetivo, entendeu o papel de cada um e pode jogar ainda mais do que já jogou”, finalizou o técnico do Sesc-RJ, Giovane Gávio.