Experiência x jovialidade: admiração dos dois lados da quadra vôlei

Com projetos distintos, porém com táticas parecidas. Central do Rexona-SESC admite observar modo de jogar das jogadoras do Sesi, formado por jovens, como a oposta destaque Lorenne

Experiência x jovialidade: admiração dos dois lados da quadra vôlei
Foto: Cássia Moura/VAVEL Brasil

A Superliga 2016/17 vem sendo uma das mais disputadas edições da competição. Times que apostaram na juventude, outros que mesclaram a experiência formam equipes que lutam para a conquista do título. No jogo Rexona-SESC e Sesi-SP na sexta-feira (26), no Ginásio do Tijuca Tênis Clube foi possível observar os projetos diferentes em quadra.

A capitã do time do Rio de Janeiro, a central Juciely elogiou muito o time paulista. Disse em entrevista pós partida que são meninas com muita vontade de jogo, que causaram dificuldades para a equipe do Rexona. Um dos nomes elogiados foi da jovem Lorenne que teve passagem na equipe da cidade maravilhosa.

“É muito importante esse novo projeto, dar oportunidade para as meninas que são jovens. Isso é primordial para o futuro do vôlei, o futuro do Brasil. Acho que eles estão de parabéns em investir. Quando se joga com um time jovem assim, a gente troca experiências, elas ficam “olha como ela faz ali”e a gente vê também, são meninas novas, cheias de saúde e vontade. É bacana de ver”, disse a jogadora de seleção brasileira Juciely sobre o investimento neste novo projeto do time feminino de vôlei do Sesi.

A visão do outro lado veio do destaque do time visitante. Muito elogiada e maior pontuadora de sua equipe Lorenne apontou que a partida teve um alto grau de dificuldade. A experiência da equipe adversária foi o principal ponto que manteve o equilíbrio e regularidade do jogo para as cariocas.

O nervosismo contou bastante. Jogamos contra algumas ídolas que estão do outro lado e a gente pensa “Ai meu Deus”, bate um desespero. Ficamos olhando como elas fazem, tem que aprender. Nosso time acaba sendo afobado por elas não errarem tanto, a gente fica afobado sem saber o que fazer. Mas, a gente vai amadurecendo ao longo do campeonato. Às vezes, a gente fecha o olho e se perde, é preciso ser mais lucida nas coisas que a gente faz”, analisou a jovem oposta no fim da partida.

Neste confronto a experiência ganhou, o time do técnico Bernardinho ganhou por 3 sets a 0 (25/21, 25/17 e 25/12). As jovens do técnico Juba, que trabalha muitos anos na seleção brasileira com o comandante do time do Rio de janeiro saíram com a derrota, mas com imenso orgulho de jogar e aprender um pouco com aquelas que elas admiram.