Entrevista: levantador do Sesc RJ, Thiaguinho exalta nível de seu time e diz sonhar com Olimpíada

Com experiência no vôlei italiano, jogador é um dos destaques desta Superliga

Entrevista: levantador do Sesc RJ, Thiaguinho exalta nível de seu time e diz sonhar com Olimpíada
Thiaguinho é levantador do "caçula" Sesc RJ (Foto: Reprodução/Instagram)

Natural de João Pessoa, Thiago Veloso, mais conhecido como Thiaguinho, é levantador do Sesc RJ. O jogador faz parte do elenco que, apesar de novo, já está construindo história no vôlei do Brasil. Recentemente, a equipe carioca derrotou, em um jogo longo e decidido por detalhes, o Cruzeiro, pentacampeão da Superliga.

Thiaguinho chegou ao Sesc RJ nesta temporada para a disputa da Superliga - a equipe subiu da "segunda divisão" para a elite ano passado. Com passagens por Sesi-SP e pelo vôlei italiano, o atleta de 24 anos conquistou a posição de titular rapidamente. Com boas atuações, sonha em disputar uma Olimpíada com a Seleção Brasileira. 

Em entrevista à VAVEL Brasil, o jogador comentou sobre sua expectativa em um dia vestir a amarelinha nos Jogos Olímpicos, a campanha que o Sesc RJ vem fazendo, além de contar sobre sua trajetória no vôlei. Thiaguinho levantou sua história para a Vavel, então confira tudo isso logo abaixo.

Thiaguinho tem 24 anos (Foto: Reprodução/Facebook)
Thiaguinho tem 24 anos (Foto: Reprodução/Facebook)

Vavel - Como foi chegar ao time do Sesc RJ recém-formado e com campeões olímpicos?

"O Sesc RJ, apesar de ser recém-formado, veio com a intenção de disputar títulos, investindo em jogadores renomados e apostando em jogadores em ascensão. Fiquei muito feliz quando eles demonstraram interesse em me contratar e vi exatamente nessa mescla de experiência com juventude e vontade de ganhar espaço, a possibilidade de um time muito competitivo. Aceitei na hora".

Vavel - Como foi conseguir uma vitória sobre a forte equipe do Cruzeiro sendo o Sesc RJ ainda um "caçula"? Vocês estão muito bem na Superliga e são apontados como um dos times que podem tirar o título das mãos mineiras.

"Jogar contra o Cruzeiro é sempre uma guerra. Eles são muito consistentes e não é à toa que são pentacampeões da Superliga. Tivemos que suar a camisa e contar com todos para conseguir a vitória. E acho que é isso. Se quisermos ganhar deles vamos ter que dar sempre um algo a mais".

Thiaguinho e João Rafael (Foto: Reprodução/Facebook)
Thiaguinho e João Rafael (Foto: Reprodução/Facebook)

Vavel - Tem algum jogador do Sesc RJ com quem o entrosamento vem de mais tempo?

"Já tinha jogado com alguns antes, mas tenho um entrosamento muito bom com o João Rafael. Jogamos juntos a primeira vez em 2009, pela seleção pernambucana, e depois disso, na seleção brasileira de base, e alguns anos juntos nos clubes. Então já vem de muito tempo essa afinidade dentro de quadra".

Vavel - Qual campeonato você tem/teve mais prazer de jogar?

"Os campeonatos mundiais que disputei com a Seleção Brasileira de base".

Vavel - Por que ser levantador?

"Quando comecei na escolinha, fazia um pouco de tudo, mas por ter começado cedo, jogava com um pessoal mais velho e acabava sobrando o papel de levantador para mim. Todos só queriam atacar. Acabei pegando o gosto pela função, que é muito importante dentro de uma equipe. Porque toda a construção do sistema ofensivo passa pelas mãos do levantador. É uma função mágica".

Vavel - Quando você realmente percebeu que o vôlei estava se tornando também sua profissão?

"Sempre quis ser jogador profissional, desde bem pequeno, mas percebi que isso poderia ser possível quando fui convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira, em 2010".

Vavel - Já pensou em desistir da carreira esportiva e fazer outra coisa?

"Pensei uma vez em desistir no meu primeiro ano em São Paulo. Morava sozinho com o meu irmão do meio, éramos muito novos e a saudade de casa bateu muito forte.  Falei para o técnico do nosso time, Durval Nunes, o Duda, que queria voltar, mas ele me convenceu a ficar. Mas nunca passou pela minha cabeça fazer outra coisa. Talvez fizesse odontologia porque a minha família toda é dessa área".

Vavel - Você sonha com Seleção Brasileira? Quais suas expectativas?

"Meu sonho é disputar uma Olimpíada e quero muito ser chamado para a Seleção. Sei que depende do meu desempenho durante a temporada e tento focar nisso. A convocação é consequência".

Vavel - Quais são as diferenças técnicas do vôlei italiano e brasileiro? O que muda no investimento deste esporte lá e aqui?

"O vôlei na Itália é mais seguido e organizado que no Brasil. Tem muitos jogadores estrangeiros, e isso eleva o nível do campeonato para outro patamar. Na minha opinião é, sem dúvida, o melhor campeonato do mundo".

(Foto: Reprodução/Facebook)
(Foto: Reprodução/Facebook)