Tandara bate recorde pessoal, mas Osasco é superado pelo Camponesa/Minas no tie-break

Oposta tem atuação brilhante, mas não impede derrota das paulistas em confronto direto

Tandara bate recorde pessoal, mas Osasco é superado pelo Camponesa/Minas no tie-break
Foto: João Pires / Fotojump/ Vôlei Nestlé
Camponesa/Minas
3 2
Osasco
Camponesa/Minas : Macris, Hooker, Rosamaria, Newcombe, Carol Gattaz e Mara. Líbero – Léia. Entraram: Pri Daroit, Mayany, Karol Tormena. Técnico – Stefano Lavarini.
Osasco : Fabíola, Tandara, Leyva, Mari Paraíba, Bia e Ninkovic. Líbero – Tássia. Entraram: Carol Albuquerque, Lorene, Nati Martins, Paula Borgo, Erica. Técnico - Luizomar de Moura.
Placar: 1-0, 25/16 || 2-0, 25/18 || 2-1, 20/25 || 2-2, 23/25 || 3-2, 15/12.
INCIDENCIAS: Jogo válido pela oitava rodada do returno da Superliga Feminina, disputado na Arena mtc, EM bELO hORIZONTE.

Nesta quinta-feira (8), a Arena MTC foi palco do grande duelo da rodada. Com campanhas parecidas e duas grandes opostas, o duelo prometia ser equilibrado e assim foi. Minas e Osasco protagonizaram um grande jogo que terminou com a vitória mineira por 3 a 2 (25/16, 25/18, 20/25, 23/25 e 15/12).

No duelo das opostas, Tandara teve grande atuação, fez 38 pontos – sua melhor marca pessoal – e quase bateu o recorde de pontos na história da Superliga, que pertence a Tiffany (39). Hooker não ficou para trás e terminou a partida com 24 pontos e o Troféu Viva Vôlei.

A três rodadas do fim da fase classificatória, o Osasco buscará a reabilitação em casa, contra o líder Praia Clube, em reedição da final da Copa Brasil que garantiu o tricampeonato ao time paulista. A partida acontece no dia 16, no Ginásio José Liberatti, às 20h30.

Com uma partida a menos a ser realizada, já que o jogo da 10ª rodada do returno contra o Barueri foi adiantado, o Minas defenderá a terceira posição contra o Sesc-RJ, na Arena Jeunesse, no próximo dia 17 (sábado), às 15h.

Resumo da partida 

Com apoio da torcida, o Minas começou agressivo no saque e atendendo os gritos que vinham da arquibancada para direcionar o saque para a peruana Leyva. Com passe quebrado, o Osasco teve muita dificuldade de passar pelo bloqueio mineiro. O ataque minastenista também funcionava e  as donas da casa chegaram a abrir vantagem de 10 pontos (13/3). As paulistas até tentaram a reação com uma sequência de quatro pontos, mas Macris fechou a parcial em um ponto de saque: 25 a 16

O Osasco entrou em quadra no segundo set para mostrar que a facilidade encontrada até então era algo atípico. Apesar do saque mineiro ter continuado pra cima de Leyva, o Osasco se ajustou e errando menos, chegou a abrir 14 a 7. Mas bastou alguns minutos para o Minas acabar com a vantagem paulista e virar para 17 a 15. E isso bastou para incendiar a torcida de novo que empurrou a equipe minastenista para fazer 2 a 0: 25 a 18

O terceiro set também começou com as paulistas abrindo vantagem e colocando as donas da casa para correr atrás do placar. Mas dessa vez, o Osasco não deu chance para a reação das adversárias e fez 25 a 20 para manter-se vivo no jogo.

A vitória no set anterior serviu para colocar o Osasco de vez no jogo. Com a defesa jogando tudo pra cima e Tandara virando todas as bolas, as visitantes abriram 19 a 13 no placar e indicavam que levariam o jogo para o tie-break sem grandes sustos. No entanto, o Minas reagiu de novo e empatou no ponto 22. Entretanto, com um erro na tentativa de largada de Rosamaria, o Osasco garantiu que a partida tivesse mais um set: 25 a 23

A parcial decisiva começou com o Minas abrindo boa vantagem (5/1). Mas como foi durante toda a partida, isso não significou tranquilidade por muito tempo. O Osasco encostou no placar (8/7), mas o bloqueio do Minas apareceu para abrir vantagem de novo (12/9) e tranquilizar a torcida. O alivio só veio mesmo no ataque de Hooker que fechou o jogo em 15 a 12 no tie-break.