Volta a Itália: Finalmente Rolland

Vitória mais que merecida para o francês que esteve inserido na fuga do dia e conseguiu ser o mais forte na chegada a Canazei. Rui Costa fez segundo na etapa. Dia tranquilo para os homens da geral.

Volta a Itália: Finalmente Rolland
Grande vitória para Rolland, já a merecia // Fonte: Cycling Weekly

Mais uma vitória para uma fuga. Desta vez foi Pierre Rolland a levantar os braços. Na última subida para Canazei, o francês atacou no momento certo e deixou toda a gente para trás, chegando sozinho à meta. 24 segundos depois chegou o grupo perseguidor, no qual Rui Costa foi o mais rápido e fez segundo lugar. Na classificação geral, de realçar apenas a entrada de Jan Polanc para o top-10, de resto nenhumas movimentações importantes.

Esta etapa estava marcada no livro de prova como uma etapa perfeita para uma fuga vingar, e foi exatamente isso que toda a gente pensou. Mais de 40 ciclistas foram para a frente e a Katusha foi a única equipa a não estar representada na fuga. Rui Costa e José Mendes fizeram parte dos fugitivos do dia. No início que se destacou foi Mohoric, Brutt e Rolland, tendo o francês esperado pelo grupo principal da fuga, deixando os outros dois sozinhos na frente.

Quando houve a junção dos grupos da frente, havia uma ameaça à classificação geral – Polanc era virtual líder da corrida. Por isso viu-se a Sunweb a reagir para proteger a sua liderança e a Quick-Step para proteger a camisola de líder da juventude de Jungels. A vantagem passou dos 13 minutos para 7, e apartir daí a corrida acalmou mais no pelotão.

Completamente ao invés do que acontecia no pelotão, na frente da corrida havia tudo menos tranquilidade. Ataques, mais ataques e mais ataques. Parecia que estávamos a ver uma clássica do mês de Abril. Os mais ativos foram Conti e Polanc da UAE, mas quem foi o mais inteligente foi Rolland, que aproveitou a desordem no grupo para atacar e ganhou uma vantagem que foi impossível de fechar. O francês volta assim às grandes vitórias muito tempo depois.

Rui Costa voltou a ser segundo, mas desta vez o português não correu bem. Podia ter atacado e tentar ir ele atrás de Rolland, mas decidiu esperar que alguém o conseguisse alcançar. Falta de pernas? Duvido, porque na chegada foi o mais forte, mas isso apenas lhe deu o segundo lugar. José Mendes, que também fez parte da fuga do dia, acabou por ser engolido pelo pelotão e acabou na 152ª posição, a 19:20’ do vencedor. José Gonçalves teve um dia tranquilo, acabou a corrida no lugar nº 145.

Aqui está o top-15 atualizado:

Tom Dumoulin e os restantes homens fortes da geral vão ter um dia dificílimo amanhã, daí a etapa de hoje ter sido feito num ritmo tão calmo. Vão ser 5 contagens de montanha, com chegada em alto. Vão haver movimentações e mudanças na geral, mas apenas duas coisas são garantidas para amanhã: espetáculo e uma valente dor de pernas.